Terça

São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - Terça-feira 25 de Novembro de 2014 - Ano: VII - Edição: 2.228 - Visitas: 6.132.592 - Postagens: 24.127 - Comentários: 9.239

PORQUE A PLATAFORMA P-36 DA PETROBRAS AFUNDOU NO DESGOVERNO DE FHC

Uma boa pauta para o senador Tasso Jereissati e seu partido PSDB começar a investigar na CPI da Petrobrax e dar uma explicação ao povo brasileiro.No dia 15 de março de 2001, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, pouco depois da meia-noite uma explosão sacudiu a maior plataforma petrolífera do mundo, a P-36, estacionada a 130 Km da costa e capaz de extrair, por dia, 180 mil barris de petróleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural. No momento em que começou a tragédia, a P-36 extraía petróleo de seis poços – o que era uma pequena parte de sua capacidade: ela estava em Roncador para extrair petróleo de 28 poços ao mesmo tempo.

Dezessete minutos depois da primeira explosão, outra, e mais violenta, abalou a plataforma, matando 11 trabalhadores da Petrobrás que, heroicamente, tentavam salvar a P-36. Cinco dias depois, no dia 20 de março de 2001, a maior plataforma petrolífera do mundo – que custou US$ 350 milhões – afundou, submergindo a uma profundidade de 1.200 metros, levando junto 1.500 toneladas de petróleo.

Por que ela afundou? Como pôde a maior plataforma do mundo ter afundado em cinco dias, deixando filhos sem pai e mulheres sem marido, homens que, como aqueles do poema de Pessoa, não tinham a alma pequena? Ninguém foi responsável por esse crime?

O presidente da Petrobrás na época era um daqueles típicos intrujões do governo Fernando Henrique Cardoso, Henri Philippe Reichstul – que era vice-presidente do American Express quando foi nomeado, e hoje continua sua carreira de testa de ferro na Brazil Renewable Energy Company, um grupo de negocistas estrangeiros que se dedica a especular com o etanol, comprando usinas e terras brasileiras.

O fato mais notório da gestão de Reichstul na Petrobrás, certamente, foi sua tentativa de mudar o nome da empresa para Petrobrax, porque “assim é mais fácil internacionalizar a empresa”. Além disso, ele, literalmente, esquartejou a Petrobrás (dividiu-a em várias unidades separadas – pode-se adivinhar com que intenção). Em sua administração, houve o rompimento de um oleoduto em Morretes, no Paraná, uma inundação de petróleo na Baía da Guanabara, e, além do afundamento da P-36 em 2001, houve o emborcamento da P-34 em 2002, que por pouco não redunda em um desastre das proporções do anterior.

As investigações sobre o que aconteceu com a P-36 ficaram a cargo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que tinha como diretor-geral o então genro de Fernando Henrique, David Zylbersztajn, o mesmo que declarou aos executivos das multinacionais de petróleo, em janeiro de 1998: “o petróleo é vosso”.

11 comentários:

Lucimar disse...

Parabéns,pelo seu comentário!!!É bom que o povo brasileiro nunca esqueça disso.Que esse maldito FHC fique longe do poder,mas estou preocupada porque o Frankstein que ele criou está aí para enganar os mais incautos!!

Anônimo disse...

Boa parte da nossa classe política, principalmente os que fazem parte do PSDB e DEM, não demonstra patriotismo, não se importando com os grandes problemas que assolam a nossa sociedade, entre eles a violência e a miséria. A elite brasileira, durante toda a história do nosso país, sempre fez manobras para ver prevalecer os seus interesses, seja através da política, seja através da mídia. O governo do PT errou em várias ocasiões, tanto no Mensalão, como em outros escândalos que sujaram a imagem do partido, porém a administração dos petistas se mostrou mais benéfica ao país, e isso deve ser levado em conta. O Brasil é um pais em desenvolvimento e jamais deverá ser adotada uma política neoliberal, como foi feito durante o desgoverno FHC, pois isso iria agravar ainda mais os problemas vividos por todos nós.

Anônimo disse...

DEIXE ESSE COMENTÁRIO PARA QUE AS PESSOAS CONHEÇAM O GOVERNO DOS PETISTAS:
RIO - A Petrobrás deve amargar prejuízo milionário com a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Esse é um dos ativos que a estatal pretende ofertar ao mercado, no programa de desinvestimento que vai ajudar a financiar investimentos no pré-sal. Após anos de batalha judicial com sua sócia, uma trading belga, a petroleira brasileira fechou há duas semanas um acordo para aquisição de 100% da refinaria.

VEJA TAMBÉM

Refinaria Premium II da Petrobrás deve iniciar produção em 2018
Curta nossa página no Facebook

--------------------------------------------------------------------------------
Ao todo, a Petrobrás pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, há sete anos, custou US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia - quase 28 vezes menos.

Fontes que acompanharam a operação em diferentes estágios asseguram que o valor de mercado hoje da refinaria texana, de baixa complexidade, é muito menor do que o valor gasto pela Petrobrás para a obtenção do controle. Poderia chegar a um décimo do que foi pago.

Os investimentos programados na época para dobrar a capacidade para 200 mil barris por dia e adequar a unidade ao processamento de óleo pesado brasileiro, tornando-a mais sofisticada, nunca foram feitos.

Perguntada se espera retorno para os US$ 1,18 bilhão, a Petrobrás afirmou, em nota, ter como princípio "trabalhar para agregar valor aos seus ativos, e para tanto analisa constantemente as oportunidades do mercado".

"Quando avaliamos a aquisição da refinaria, o cenário era de margens de refino crescentes, a demanda mundial também estava em crescimento e não havia previsões sobre a crise de 2008, com seus desdobramentos no segmento de refino", disse a companhia, na nota.

A Agência Estado antecipou, no início de maio, a possibilidade de venda da refinaria, em entrevista com o presidente da Petrobrás Americas, Orlando Azevedo.

Apesar de haver diferenças de custos entre unidades de refino, uma comparação de mercado poderia ser feita com a refinaria americana Trainer, também para óleo leve, comprada no fim de abril deste ano pela Delta Airlines por US$ 150 milhões. A refinaria processa 85% mais óleo do que a de Pasadena. A Delta ainda recebeu US$ 30 milhões em incentivos do governo para fechar o negócio com a ConocoPhilips.

O acordo em Pasadena, anunciado no último dia 29 pela Petrobrás, desvinculou a petroleira da sócia Transcor/Astra. Em 2006, a trading de energia belga vendeu 50% da refinaria à petroleira. A outra metade foi repassada no mês passado, após encerrada a briga judicial, travada por divergências entre os sócios sobre investimentos. A trading é subsidiária do grupo NPM/CNP, controlado pela família Frère, com ações negociadas em Bruxelas.

A empresa belga comprou 100% da refinaria em janeiro de 2005 por US$ 42,5 milhões, segundo relatório financeiro enviado à bolsa europeia. Onze meses depois, em 16 de novembro de 2005, foi fechado memorando de entendimento para vender metade da refinaria à Petrobrás por mais de US$ 300 milhões.

Em setembro de 2006 foi oficializada a aquisição por cerca de US$ 360 milhões, um negócio que o controlador belga descreveu em seu balanço como "um sucesso financeiro acima de qualquer expectativa razoável". O negócio foi aprovado em conselho de administração. Participaram da coletiva de imprensa nos EUA os ocupantes, na época, da presidência da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, da diretoria de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e da diretoria Internacional, Nestor Cerveró. O negócio foi fechado em um momento de pico das margens de refino no mercado, que depois caíram. Antes e depois do acordo a refinaria passou meses parada para manutenção ou por causa da passagem do furacão Rita. Em 29 de junho deste ano, a Petrobrás anunciou o pagamento de mais US$ 820,5 milhões para encerrar processos na Justiça e comprar os 50% restantes da refinaria.




Anônimo disse...

POR FAVOR APROVEM MEU COMENTÁRIO, AFINAL VIVEMOS EM UMA "DEMOCRACIA"

Anônimo disse...

Isso aí faz parte de uma campanha sórdida dos demotucanos junto com a imprensa vendida e corrupta para sucatear a Petrobras, como eles fizeram com a Telebras, inclusive eles já tinham uma campanha publicitária mudando o nome da empresa para PETROBRAX, além de de acordos como FMI, já que viviam de pires na mão. Fiquem atentos eles querem entregar a Petrobrás aos gringos como fizeram com as tele, a Vale, a Embraer, as companhias energéticas, etc. A tática deles é inventar campanhas para difamar a empresa para venderem a preço de banana.

Anônimo disse...

Adorei o comentário do Anônimo,e também tenho grande ojeriza pelo Sr F H C e seus asseclas corruptos,mas o P T tem que se adequar também em tomar lambadas,pois não são os donos da verdade,pois em todos os seguimentos da sociedade,temos toda tipo de pessoas,e não estamos em todo os lugares para tomar conta do galinheiro.pois as raposas estão soltas só a espera de uma oportunidade.

Anônimo disse...

Sem falar que houveram 11 mortes, talvez de Pai de Família, e cadê a investigação?

O valor da P-36, hoje seria mais de 1 Bilhão de Dólares, mas o quanto custa cada vida daquelas 11 pessoas?

A PF, o MP, só investiga quando é algo do PT. Sem falar nos vários "acidentes" ecológicos, que aconteceram na época, sem nenhuma investigação de uma OF que não teve reajuste nos 8 anos do FHC, o quer se esconde ai?

E o Mensalão Tucano, o Trensalão, estão tocando o barco, ou irão deixar prescrever? Um já escapou,pois fez 70 anos.

Anônimo disse...

afundou pq explodiu, acidente, não sei pra que tanto drama

Anônimo disse...

anonimo...afundou porque explodiu....pronto ..tá tudo explicado...
".jenio"....

Anônimo disse...

Pq tanto drama se explodiu? Mas, se tivesse explodido no governo do PT, vc ia vê se o MP ou PF iriam deixar barato como deixaram no desgoverno do FHC...explodiu pq FHC´foi um incompetente, ladrão, FDP, falso moralista que mantinha relacionamentos intimos com jornalistas e enganava a Dona Ruth (que morreu de desgosto). Pro FHC, essa imprensa golpista, fez vista grossa, já quando foi contra o Lula, deu até capa de revista...

Ordo Privatorum disse...

A presidenta Dilma Rousseff instalou esta semana a polêmica Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, formada por empresários e ministros, para assessorar o governo no controle e redução de gastos públicos. Apesar de não ter estrutura, nem quadro próprio de funcionários, a Câmara funcionará como uma secretaria executiva da Casa Civil, vinculada ao Conselho de Governo da Presidência. Tudo isso por si só já é polêmico, levando em conta o objetivo da empreitada: ouvir de empresários neoliberais, que sempre defenderam a redução do Estado, conselhos para cortar custos, racionalizar processos e otimizar os serviços públicos. Mais absurda ainda é a presença de Henri Philippe Reichstul neste “seleto” grupo de conselheiros da presidenta. http://www.cdes.gov.br/noticia/21555/governo-cria-camara-de-politicas-de-gestao-desempenho-e-competitividade.html

[ Deixe-nos seu Comentário ]