Os
fascistas querem tomar as ruas
Altamiro Borges
24/06/2013
Cenas
deploráveis foram presenciadas nas manifestações desta quinta-feira (20).
Pegando carona nos atos para festejar a redução das tarifas do transporte
público em várias cidades, milícias fascistas e grupos de provocadores saíram
às ruas para rasgar bandeiras de partidos e agredir militantes de esquerda.
Aproveitando-se
de um sentimento difuso contra a política, estimulado diariamente pela mídia
oligopolizada e golpista, estas hordas espalharam o pânico. As forças
democráticas da sociedade precisam rapidamente rechaçar estes atentados, que
colocam em risco a democracia brasileira. É preciso alertar os mais inocentes
para eles não se tornem massa de manobra dos grupos fascistas.
Na Avenida
Paulista, centro de São Paulo, uma minoria de vândalos atacou militantes do PT,
PCdoB e MST. Aos berros, pessoas mascaradas gritavam “ditadura, já” e dirigiam
ataques raivosos contra a presidenta Dilma Rousseff, eleita pela maioria do
povo brasileiro. No Rio de Janeiro, sindicalistas da CUT foram cercados e
agredidos e tiveram suas bandeiras arrancadas. Militantes do PSTU e do PSOL
também têm sido alvo de provocações. O grito de guerra entoado por estes
setores intolerantes é “sem partido” – numa negação à luta política e
democrática, que traz à memória as péssimas lembranças da ascensão do
nazifascismo na Europa e dos golpes militares na América Latina.
Até setores
que apostaram na radicalização, sonhando com “a revolução na próxima esquina”,
estão assustados. Como escreveu Valério Arcary, respeitado dirigente do PSTU,
os ataques são “covardes” e partem de pessoas “mascaradas, alimentando a ilusão
de que a intimidação física é o bastante para vencer na luta política... O
antipartidarismo, mais grave quando se dirige contra a esquerda socialista, é
uma ideologia reacionária e tem nome: chama-se anticomunismo. Foi ela que
envenenou o Brasil para justificar o golpe de 1964 e vinte anos de ditadura.
Não deixem baixar as bandeiras vermelhas. Foram os melhores filhos do povo que
derramaram seu sangue pela defesa delas”.
A presença
destas hordas fascistas já tinha se manifestado antes desta quinta-feira. Como
registrou José Francisco Neto, do jornal Brasil de Fato, “na segunda e na
terça-feira, a reportagem constatou sensível diferença nos atos comparando-os
com a semana anterior. Os gritos não eram os mesmos puxados pelos movimentos
sociais. As bandeiras de partidos não foram mais estiadas. Muitas, inclusive,
foram impedidas de serem levantadas por um grupo de pessoas que pediam ‘Sem
partido’... Na segunda-feira, militantes da Juventude do PT quase foram
agredidos por tentarem erguer a bandeira do partido. Já pessoas ligadas ao PSTU
não conseguiram recuar e foram agredidas”.

1 comentários:
Muito bem, tem que baixar a porrada nestes puxa-sacos que ficam levantado bandeiras de partidos, nossa luta é justa e não podemos admitir que oportunistas tentem se promover com o movimento!
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