Protestos contra os meios de comunicação e agressões a jornalistas, principalmente da Rede Globo, marcaram a tarde desta sexta-feira (4)
05203/2016 - Em
São Paulo, na sede do PT, uma repórter da Globo foi hostilizada por um grupo de
militantes, que tentaram tomar sua câmera, e refugiou-se na portaria do prédio.
Um carro da emissora foi recebido a pontapés.
Na frente do
prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo,
dois repórteres da emissora foram xingados por manifestantes, informou o
"Jornal Nacional". Além disso, um repórter e um cinegrafista da Rede
Bandeirantes foram cercados e relataram que a câmera que usavam foi danificada.
Já em
Brasília, um grupo protestou durante cerca de uma hora em frente à sucursal da
Rede Globo, no Setor Comercial Norte. Os manifestantes gritavam palavras de
ordem e culpavam a emissora pelo fato do ex-presidente Lula ter ido depor na Polícia
Federal, em São Paulo. Uma faixa com o logo do canal foi queimado. Procurada, a
Globo não quis se manifestar.
O Sindicato
dos Jornalistas, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo),
a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), a Abert (Associação Brasileira de
Emissoras de Rádio e Televisão), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e
outras associações de imprensa criticaram as hostilidades.
"É
inaceitável que profissionais de imprensa sejam fisicamente agredidos, tenham
seus equipamentos danificados e sejam ainda impedidos de exercer sua atividade
profissional", afirmou a ABI, em comunicado.

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