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Dilma versus Cunha: um deles chorou e é quem vai para o lixo da História


Por Kiko Nogueira | 08/07/2016

Se a estatura moral de alguém pode ser medida na adversidade, é fácil identificar as diferenças entre Cunha e Dilma.

A definição clássica de Hemingway para coragem é “graça sob pressão”. Dilma teve seu mandato afanado por um bandido que liderou uma gangue. Não foi vista ganindo ou dando show de autopiedade.

Esse mesmo sujeito apareceu na tarde de quinta feira, dia 7, para ler sua renúncia. Renegando tudo o que bravateou nas últimas semanas, pediu arrego.

No final de um discurso vagabundo, chorou. Não cabe dizer se foram lágrimas falsas. Cunha é um mitômano, o tipo que acredita em suas próprias mentiras — a versão degenerada do poeta de Fernando Pessoa, o fingidor que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.


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