São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 17 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.220 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Forbes: Temer vai levar o Brasil de volta ao FMI


Reportagem da Forbes, uma das principais publicações de economia e negócios dos Estados Unidos, afirma que, embora a esquerda tenha livrado o Brasil do Fundo Monetário Internacional, o novo governo, de Michel Temer, pode vir a precisar de socorro internacional; texto é pelo jornalista Kenneth Rapoza, que entrevistou Alicia Garcia-Herrero, ex-economista do FMI, para quem o Fundo é "necessário mais do que nunca" no Brasil de Michel Temer; para a economista, a atual política fiscal é inconsistente e "um calote da dívida é sempre uma possibilidade"; ela afirma, ainda, que um aumento de impostos é necessário e que o governo não tem demonstrado a firmeza necessária no enfrentamento dos problemas; Rapoza, da Forbes, lembra que a última dívida do Brasil com o FMI, de US$ 15,5 bilhões, foi paga pelo ex-presidente Lula, num gesto de resgate da soberania brasileira

20 DE JULHO DE 2016

O estrago econômico causado pela crise política, que afastou a presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade e impediu que ela implantasse seu programa de ajuste fiscal no início do segundo mandato, pode levar o Brasil de volta ao colo do Fundo Monetário Internacional.

A análise é da revista Forbes, uma das mais importantes publicações de economia e negócios dos Estados Unidos, e foi publicada pelo jornalista Kenneth Rapoza (leia aqui), nesta quarta-feira.

O título não poderia ser mais emblemático. Rapoza lembra que "a esquerda livrou o Brasil do FMI, mas a nova administração poderá precisar novamente do Fundo". Num dos trechos, ele recorda que foi o ex-presidente Lula quem pagou a última parcela da dívida brasileira com o FMI, feita pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, no valor de US$ 15,5 bilhões, num gesto que foi encarado como um resgate da soberania brasileira.

Rapoza também entrevistou Alicia Garcia-Herrero, ex-economista do FMI, para quem o Fundo é "necessário mais do que nunca" no Brasil de Michel Temer. Para a economista, a atual política fiscal é inconsistente e "um calote da dívida é sempre uma possibilidade." Ela afirma, ainda, que um aumento de impostos é necessário e que o governo não tem demonstrado a firmeza necessária no enfrentamento dos problemas – Dilma tentou aprovar a CPMF no início do segundo mandato, mas foi sabotada pelas forças, capitaneadas por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que levaram Michel Temer ao poder.


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