São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 18 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.221 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

JEFERSON MIOLA | Pesquisa desenterra o cadáver que o Grupo Folha escondeu

Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

27/07/2016

Os resultados das pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatados que se fica com a sensação de terem pesquisado realidades totalmente diferentes.

Quando, contudo, se analisa os dados, fica evidente que a discrepância entre as pesquisas não decorre da observação de realidades ou períodos diferentes, mas sim do viés de análise empregado pelos proprietários do instituto Datafolha.

Pela lente da sua pesquisa, a Folha de São Paulo consegue enxergar que "cresce otimismo com a economia" e que "para 50%, Temer deve ficar" – capa e matéria da edição de domingo 17/07/2016.

Já a pesquisa Ipsos mostra, ao contrário, que a vida dos golpistas está mais próxima do inferno do que do paraíso: apenas 16% querem que Temer fique até 2018; 89% afirmam que o Brasil está no rumo errado; e a aprovação do impeachment fraudulento da Presidente Dilma apresenta importante tendência de queda.

O Datafolha pertence ao Grupo Folha, conglomerado de mídia notoriamente pró-Serra, pró-PSDB, pró-Temer, pró-Cunha, pró-coxinhas, pró-golpe, pró-Alstom, pró-corrupção tucana e pró tudo o que é contra o PT, contra Lula e contra Dilma.

Epíteto dizia, ainda no século 5 antes de Cristo, que o que perturba os homens não são os fatos, mas a interpretação que os homens fazem dos fatos. Esta noção milenar de Epíteto é executada à moda Joseph Goebbels não só pela Folha de São Paulo – mas por toda a mídia golpista e engajada.


Eles fazem de tudo – se fraudam um processo de impeachment, porque não falsificariam também a verdade? – para legitimar o golpe de Estado perpetrado pela turba golpista que assalta o Poder para pôr em prática o programa anti-povo e anti-nação que jamais seria aprovado nas eleições.

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