São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 17 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.220 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Líderes mundiais hesitam em comparecer à Rio 2016 para não participar de uma cerimônia promovida por um governo ilegítimo


O motivo, segundo reportagem da agência internacional Associated Press, reproduzida pelo Washington Post, é que muitos não querem participar de uma cerimônia promovida por um governo ilegítimo; muitos também pretendem evitar a saia justa diplomática que haverá na festa de abertura dos Jogos, com mais de uma liderança representando o Brasil; afastada temporariamente por um processo de impeachment, Dilma pode voltar ao poder dias depois do fim do evento; o Ministério das Relações Exteriores, comandado por José Serra, se recusou a informar números e o porta-voz da comissão organizadora da Rio 2016, Mario Andrada, disse não saber quantos líderes iriam participar; nessa semana, a foto de um encontro entre Temer e atletas olímpicos, que sorriram amarelo, mostra que o clima que antecede os Jogos Olímpicos não é dos melhores

16 DE JULHO DE 2016

Líderes mundiais têm demorado para responder se comparecerão à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que acontece no próximo dia 5 de agosto. O motivo, segundo reportagem da agência Associated Press, reproduzida pelo Washington Post nesta quinta-feira 14, é que muitos estão desconfortáveis em participar de uma cerimônia promovida por um governo ilegítimo.

Chefes de Estado e de governo também pretendem evitar a saia justa diplomática que haverá na festa de abertura caso a presidente Dilma Rousseff decida estar presente. Nesse cenário, Dilma, afastada temporariamente por um processo de impeachment que pode trazê-la de volta ao cargo dias depois do fim do evento, se juntaria ao presidente interino, Michel Temer, entre as principais figuras representantes do País.

Mesmo que a presidente não participe, porém, como até já indicou que faria, a saia justa continua, uma vez que o governo atual não é considerado legítimo por vários líderes.

A reportagem da AP traz a opinião de Maristella Basso, professora de direito internacional na Universidade de São Paulo. "Se você é um grande líder mundial, a mão de quem você apertaria em meio a tanta incerteza?", questiona. "É uma situação bizarra. O melhor que os líderes estrangeiros podem fazer é enviar uma carta e ficar em casa para evitar qualquer constrangimento", completa.

Uma previsão inicial de que 100 chefes de Estado ou governo poderiam estar presentes na cerimônia não vem sendo repetida pelo governo durante semanas, aponta a matéria. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, comandado por José Serra, se recusou a informar números e o porta-voz da comissão organizadora da Rio 2016, Mario Andrada, disse que não sabia quantos líderes iriam participar.


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