São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 23 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.226 - Visualizações: 17.977.957 - Postagens: 31.406

Chantagem escancarada: se não adiarem cassação, Eduardo Cunha delata


Chantagem escancarada na própria Globonews: deputado afastado mandou recado por meio de aliados na Câmara de que se a votação do seu mandato de cassação, marcada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para 12 de setembro, não for adiada para depois das eleições, ele firmará acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato, podendo comprometer dezenas – ou até centenas – de membros do parlamento e do governo; esses aliados, segundo o colunista Lauro Jardim, também do Globo, têm tentado convencer deputados que devem favores a Cunha a faltar na sessão do dia 12, uma segunda-feira

15 DE AGOSTO DE 2016

Uma chantagem descarada vem sendo feita pelo deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que a votação da cassação de seu mandato, marcada para 12 de setembro, uma segunda-feira, ocorra apenas depois das eleições, ou seja, em novembro.

A Globonews noticiou que Cunha mandou recado por meio de seus aliados de que se a votação ocorrer na data agendada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ele firmará um acordo de delação premiada na Lava Jato, podendo comprometer dezenas – ou até centenas – de membros do parlamento e do governo.

Segundo a jornalista Andréa Sadi, Cunha nega a delação, mas de acordo com aliados, não nega mais de forma categórica. A repórter destaca que o próprio Palácio do Planalto também queria que a cassação ficasse para depois da votação do impeachment, o que já ocorreu. Mas Cunha exige que ela ocorra ainda mais tarde.

Segundo o colunista Lauro Jardim, também do Globo, para quem a "pizza de Cunha [está] no forno", os aliados do deputado réu no STF têm tentado convencer aqueles que devem favores a Cunha a faltar na sessão do dia 12, alegando compromissos com a campanha municipal.

Tanto aliados quanto integrantes do governo de Michel Temer estão preocupados e rebatem a chantagem com o argumento de que é preciso ver se a Procuradoria Geral da República aceitaria uma delação de Cunha, que precisaria ter informações novas sobre a investigação para receber benefícios em seu processo, segundo Sadi.


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