São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 20 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.290 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Defesa de Dilma no Senado Federal repercute no mundo inteiro




Discurso de Dilma repercute no mundo

Por Altamiro Borges, em seu blog

Os golpistas fizeram de tudo para evitar a presença de Dilma Rousseff diante do tribunal de exceção do Senado na manhã desta segunda-feira (29). Espalharam boatos e estimularam a cizânia.

Temiam a repercussão do seu pronunciamento — no Brasil e no mundo. A pressão dos covardes, porém, não deu resultado.

“Coração valente”, a presidenta foi ao plenário — acompanhada de artistas, intelectuais e de lideranças políticas e sociais — e fez um discurso altivo e contundente.

Durante horas, Dilma também aguentou as provocações dos falsos moralistas, respondendo com firmeza aos algozes. O efeito foi imediato.

Nas redes sociais, a hashtag #Pelademocracia foi a mais acessada no twitter mundial.

Na imprensa internacional, o histórico discurso teve ampla repercussão.

O jornal estadunidense New York Times — tão bajulado pelo jornalismo nativo com complexo de vira-lata — destacou em seu site: “Dilma diz que não será silenciada durante seu julgamento”.

O diário ainda realçou a frase: “Não espere de mim o silêncio dos covardes”.

Outros veículos mundiais, como a Time, NBC e CBC e AFP, reproduziram a frase: “Eu não cometi um crime”.

Al Jazeera e France 24 ressaltaram um trecho do discurso: “Minha consciência está limpa”.

E a BBC de Londres registrou: “Rousseff diz ao Senado que acusações são um pretexto para um golpe”.

Já o jornal espanhol El País foi além dos registros e classificou a depoimento da presidenta como “duro e emocionante”.

Segundo o texto opinativo, assinado pelo jornalista Antonio Jiménez Barca, a presidenta “apelou aos sentimentos, à sua história política, ao seu caráter e à sua trajetória para deixar claro que está sendo expulsa injustamente… Ela sabe que só um milagre a salvará, sabe que tudo está perdido. Ou quase. Por isso, apesar desta interpelação, Rousseff não dirigiu seu discurso só aos senadores, mas ao país inteiro, aos livros de história, ao seu próprio retrato e à sua própria biografia, consciente da dimensão do momento, da importância do discurso”.

Já o jornal português Público destacou que “a presidente Dilma Rousseff não poupou nas palavras na sua defesa perante o Senado, no julgamento em que deverá ser destituída do cargo, do qual está suspensa desde maio… A presidente defende-se das acusações [pedaladas fiscais] – e muitos analistas dizem que esta contabilidade criativa não é diferente da realizada por outros governos”. O diário afirma que nada de errado foi descoberto contra a mandatária – “a sua honestidade pessoal nunca foi posta em causa” -, mas crítica o sistema político brasileiro – “que ninguém duvida que seja corrupto”.

A repercussão do discurso reforça a narrativa mundial de que o Brasil vive um golpe — ou, ao menos, uma farsa, segundo um artigo arrasador do renomado jornal francês Le Monde. Era este impacto que os golpistas, sempre tão covardes, temiam.
por Olímpio Cruz

A presença de Dilma Rousseff no Senado é o principal assunto sobre o Brasil nas redes sociais, com a hashtag #Pelademocracia figurando na lista de tópicos mais comentados do Twitter, no mundo, desde às 10h30.

Cerca de 70% das mensagens observadas abordam o cenário político: NYT é a fonte mais citada pelos usuários.

IMPEACHMENT — “Dilma diz que não será silenciada durante seu julgamento”, destaca o NYT, que repercute, ainda, a frase “não espere de mim o silêncio dos covardes”.

Enquanto Time, NBC, CBC e AFP reproduzem a frase “Eu não cometi um crime”, Al Jazeera e France 24 ressaltam o trecho “minha consciência está limpa”.

O Infobae também lista as frases de maior impacto. “Dilma Rousseff diz que está sendo injustamente acusada” assinala a AP.

“Rousseff diz para o Senado que acusações são um pretexto para um golpe”, repercute a BBC.

O Democracy Now projeta artigo intitulado “Com Bernie Sanders condenando o ‘golpe’ no Brasil, por que Obama e Clinton mantêm o silencio?”.

A notícia de que artistas e intelectuais estrangeiros assinaram carta contra o impeachment também é reproduzida pelos usuários.

“Naomi Klein, Oliver Stone, Noam Chomsky e outros condenam ‘golpe’ no Brasil”, diz a chamada.

INFLUENCIADORES — A presença de Dilma no Senado é, em geral, elogiada pelos usuários.

“Você pode até não gostar da Dilma ou das suas políticas, mas é muito difícil chamá-la de covarde. Ela sabe que está caindo, mas encara as acusações”, observa Vicent Bevins, do LA Times.

“Senadores brasileiros estão prometendo reagir se Dilma falar de golpe, mas lembre-se do que as fitas de Jucá mostraram”, relembra Glenn Greenwald. Andrew Downie, da Reuters, observa que “verdade seja dita neste julgamento: quase ninguém entende a acusação”.

OUTROS — A Bloomberg relata que as ações da Bovespa aumentaram com a proximidade do fim do julgamento de Dilma Rousseff.

“Política no Brasil pode arruinar as chances do fenomenal Aquarius concorrer ao Oscar”, relatam usuários.


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