São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 23 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.293 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

E agora Sérgio Moro? Tríplex de Guarujá e sítio de Atibaia não são de Lula


20/08/2016 - Em uma só semana, caem por terra dois pilares da seletividade e da perseguição política, policial e judicial contra o ex-presidente Lula e sua família. A Polícia Federal, ao concluir o relatório das investigações sobre o tríplex do Guarujá (SP), não indiciou Lula e seus familiares. A informação foi divulgada no fim da tarde de ontem pelo juiz Sérgio Moro e é a comprovação do que Lula sempre afirmou desde o início das investigações: ele nunca foi dono do apartamento.

De forma semelhante, a PF, ao tomar o depoimento do empresário Fernando Bittar na última quarta-feira (17), ouviu a declaração de que ele é o real proprietário do sítio em Atibaia (SP), outro imóvel que é foco de investigação contra o ex-presidente. Bittar afirmou ter adquirido a propriedade com recursos doados por seu pai e disse que fez reformas no local para conviver com a família do ex-presidente e para receber parte do acervo presidencial.

Sobre o tríplex, a Polícia Federal – ao concluir a fase “Triplo X” da Operação Lava Jato, decidiu indiciar a publicitária Nelci Warken, que admitiu ser a verdadeira dona de um tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá, além de funcionários da Mossack Fonseca no Brasil. Além de Nelci, são arroladas Maria Mercedes Riaño (chefe do escritório da Mossack no Brasil), Luis Fernando Hernandez, Rodrigo Andrés Cuesta Hernandez, Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Britto, que trabalhavam para a Mossack. Também é indiciado o empresário Ademir Auada, que intermediava negócios para a Mossack.

Sítio de Atibaia – O empresário Fernando Bittar – que é sócio de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente – contou ainda em seu depoimento à PF – que a ideia de comprar o sítio surgiu numa reunião familiar entre ele, seus irmãos e o pai, Jacó Bittar – ex-prefeito petista de Campinas, amigo de Lula desde a década de 1970. A ideia era que eles pudessem se reunir e receber os amigos. O ex-presidente Lula, por sua vez, nunca escondeu que frequenta o sítio, que é de propriedade de amigos.

No mesmo dia do depoimento de Bittar, os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, emitiram nota à imprensa na qual afirmam que, com relação a outro depoimento (desta vez, prestado pelo empresário José Carlos Bumlai à Polícia Federal), a Operação Lava Jato “não pode ter qualquer dúvida” sobre a propriedade do Sítio de Atibaia.

Segundo a defesa, “desde março, os investigadores dispõem de farta documentação fornecida pelos proprietários — Fernando Bittar e Jonas Suassuna — comprovando, dentre outras coisas, que eles adquiriram a propriedade com recursos próprios e pagaram com recursos próprios manutenção e reformas no local”. “A prova sobre a propriedade de um imóvel é documental, e já foi feita pelos donos do sítio”, pontuam.


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