São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 18 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.349 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Gaúcho acusado de matar mulher e filha em Paracuru nega crime à Justiça


Defesa diz que balas que mataram as vítimas não são da arma de Marcelo. Após alegações finais, juiz deve decidir se caso vai a júri popular


04/08/2016 - Na primeira vez em que foi ouvido pela Justiça, o advogado gaúcho Marcelo Barberena negou ter matado mulher e filha enquanto elas dormiam em uma casa em Paracuru há quase um ano. Barberena já havia sido ouvido seis vezes pela Polícia Civil e negou o crime apenas na primeira.

O advogado de defesa, Nestor Santiago, disse que vai pedir uma medida cautelar não prisional, para que Barberena possa esperar julgamento em liberdade com tornozeleira eletrônica. A defesa alegou que o exame de balística não é válido, que as balas que mataram a mulher e a criança não são da arma do advogado e que não houve perícia de arrombamento. Em depoimento, Marcelo diz que não ouviu os tiros.

Já o advogado de acusação, Leandro Vasques, rebateu que houve perícia e que não houve arrombamento.
A partir de agora, o processo vai para fase de alegações finais, para que defesa e acusação possam se manifestar. Depois juiz deve decidir se vai ou não a júri popular.

O advogado gaúcho Marcelo Barberena, indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado, é ouvido em audiência no fórum da cidade. Uma última testemunha também deve ser ouvida. A expectativa é que hoje termine a fase de oitivas.

'Ator profissional', diz pai de Adriana
O pai de Adriana, Paulo Pessoa, acompanhou a audiência e contou que Marcelo insistiu que quem cometeu o crime veio de fora da casa. "Eu aguentei o tempo todo, mas foi difícil, depois de tanta mentira. Ele é um ator profissional, é ator de teatro. É incrível como um indivíduo desses arranja uma história e conta todos os detalhes. Achei bom a minha esposa não estar presente porque talvez não aguentasse na hora", afirmou, em entrevista à TV Verdes Mares.
A mãe de Adriana, Neide Pessoa de Carvalho, que aguardou o interrogatório no corredor do fórum com uma foto da filha e da neta, conta que a saudade é eterna. Ela afirmou que queria acompanhar de perto para "olhar na cara dele (Marcelo) e que ele diga a verdade". Diz ainda acreditar que o crime foi premeditado e pede que o caso seja tratado como feminicídio.

Ela contou que os avós detêm a guarda da outra filha de Adriana, que hoje tem 9 anos e tem acompanhamento psicológico.

Familiares de Marcelo também estiveram no fórum, mas não quiseram falar com a imprensa.


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