São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 18 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.349 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

No calor dos Jogos olímpicos e manifestações, ventarolas Fora Temer


Grupo de mulheres faz vaquinha e produz 10 mil ventarolas com mensagens em português, inglês e espanhol para distribuir no Rio de Janeiro e promover denúncia internacional contra o golpe


04/08/2016 – “Nossa democracia está ameaçada e não temos a quem recorrer. Não podemos confiar no Judiciário e a maior parte da mídia é corrupta e parcial. Ajude-nos, denunciando nossa situação em seu país.” A frase foi impressa também em inglês e português. E estampa a ventarola que um grupo de seis mulheres tomou a iniciativa de produzir para distribuir ao público presente à abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (5).

A enfermeira aposentada Edva Aguilar, de São Paulo, capital, conta que a ideia foi discutida entre integrantes de um grupo intitulado Esquerda do Brasil, com atuação no WhatsApp e no Facebook. “Fizemos uma campanha por meio do Face mesmo e conseguimos arrecadar R$ 3.700. Foi o suficiente para mandar fazer 10 mil ventarolas e ajudar a arcar com algumas despesas para despachar para o Rio e distribuir”, diz Edva.

O grupo foi formado em março para discutir ações e agregar pessoas descontentes com a situação de golpe. “E também dispostas a colocar a mão na massa”, acrescenta Lorena Maria Castro Fonseca, 34 anos, estudante de Serviço Social e servidora pública, também paulistana. Para elas, as mulheres estão fazendo a diferença e ocupando papel de destaque nos movimentos de resistência contra o golpe, “que tem um forte componente machista”, observa Edva.

Integram ainda o coletivo a trabalhadora autônoma Cláudia Lúcia, 47 anos, que mora em Formiga (MG); a administradora de empresas Alfa Linhares, 61 anos, de Ipatinga (MG); Rosana Donato, 50 anos, dona de casa – “do lar, mas nem um pouco recatada”, garante; e a advogada Ana Cristina de Medeiros, de Volta Redonda (RJ).  “As ventarolas vão chegar no Rio hoje (4) à noite. Conseguimos fazer, mas vamos precisar de ajuda para distribuir”, diz Edva. “Quem puder, entra lá no Face e fala com a gente.”

Às voltas com um problema de saúde, Ana Cristina lamenta não poder ir ao Rio, e também que sua cidade, "que já foi de muita luta, anda muito paradona", protesta ela, que dá aula de Filosofia em escola municipal de Volta Redonda. “Bem na hora da 'festa' não vou poder ir. Mas estamos fazendo a nossa parte. O trabalhador, em geral está muito desinformado, ou desanimado, ou conformado. Não pode! Temos de parar esse golpe. Temos de organizar a greve geral”, defende.


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