São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 14 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.345 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Tucano Tasso Jereissati detona a gastança do golpista Michel Temer


Agora foi a vez do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para quem o Brasil está vivendo um "paradoxo", pois, enquanto enfrenta uma crise fiscal "sem precedentes", o PMDB, com aval do governo, articula votação de reajustes para servidores públicos; para ele, o partido de Michel Temer precisa definir seu posicionamento e assumir "se é governo ou se quer fazer graça para alguns"; "O governo dá uma sinalização para a gente, e outra para fora", criticou o tucano; declarações reforçam tese do golpe dentro do golpe, em que políticos hoje na base aliada do governo interino já ameaçam trair Temer; senadores Aécio Neves e Ronaldo Caiado foram os primeiros a criticar a farra fiscal do presidente interino

245 DE AGOSTO DE 2016

Mais um tucano de alta plumagem disparou críticas contra a gestão econômica do presidente interino, Michel Temer. O senador Tasso Jereissati, do Ceará, cobrou uma posição definitiva do PMDB e do governo sobre medidas como os reajustes salariais de servidores públicos em entrevista concedida nesta quarta-feira 24 no Senado.

Para ele, o Brasil está vivendo hoje um "paradoxo", pois, enquanto enfrenta uma crise fiscal "sem precedentes", o PMDB, com aval do governo, articula votação de reajustes para o funcionalismo público.

Em sua avaliação, o PMDB precisa definir seu posicionamento e assumir "se é governo ou se quer fazer graça para alguns". "A gente não entende a posição do PMDB. Porque o PMDB está começando a parecer que não está no governo. Porque o governo dá uma sinalização para a gente, e outra para fora", criticou.

No início da semana, o Planalto defendeu publicamente, por meio de ministros, segurar a votação dos reajustes no Congresso. Nesta quarta-feira 24, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou a votação do reajuste dos ministros do STF para 6 de setembro.

Segundo Jereissati, se o governo avalizar a aprovação dos reajustes, o PSDB terá que reavaliar sua posição no Congresso, uma vez que "o futuro do ajuste fiscal fica ameaçado". "Essa é a decisão que tínhamos entendido (votar contra os reajustes). Mas se o governo não está empenhado nisso...", disse o tucano.

As declarações do parlamentar cearense reforçam a tese do golpe dentro do golpe, em que políticos que estão atualmente na base aliada de Michel Temer já ameaçam trair o presidente interino. Tucanos como José Aníbal e Aécio Neves já deixaram claras suas intenções. Hoje, foi a vez de Ronaldo Caiado e agora, de Jereissati.


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