São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 21 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.224 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Lava Jato ignora propinas em obras do PSDB e do PMDB, só interessa do PT


Durante coletiva sobre a 35ª fase da Operação Lava Jato, o delegado Filipe Pace disse, e talvez tenha se arrependido, estar “documentalmente provado” que Marcelo Odebrecht coordenou pagamento de propinas relacionadas a várias obras federais e estaduais, citando, entre elas, o metrô e trens de São Paulo e a coleta e tratamento de lixo no Estado, além da reforma do aeroporto Santos Dumont e outras obras do Rio; "Estas ilicitudes, entretanto, estão vinculadas a governos do PSDB, no caso de São Paulo, e do PMDB, no caso do Rio", destaca Tereza Cruvinel, lembrando que o delegado "tergiversou" quando questionado "sobre os agentes identificados como recebedores destas propinas"; "Estes casos não interessaram à Lava Jato. Afinal, não envolvem 'agentes políticos' do PT", afirma Tereza

POR: TEREZA CRUVINEL | 27 de setembro de 2016

Na entrevista coletiva sobre a operação deflagrada hoje, e que resultou na prisão do ex-ministro Antonio Pallocci, os porta-vozes da Lava Jato disseram, de raspão, possuir planilhas da construtora Odebrecht sobre o pagamento de propinas por obras realizadas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e em outras unidades da federação.

O delegado Filipe Pace disse, e talvez tenha se arrependido, estar “documentalmente provado” que Marcelo Odebrecht coordenou o pagamento de propinas relacionadas com várias obras federais e estaduais, citando, entre elas, obras para o metrô de São Paulo, para a Companhia de Transportes Urbanos de São Paulo, para coleta e tratamento de lixo em São Paulo, além da reforma do aeroporto Santos Dumont, obras no autódromo de Jacarepagá e de piscinas olímpicas para os Jogos Panamericanos do Rio, entre outras tantas.

Estas ilicitudes, entretanto, estão vinculadas a governos do PSDB, no caso de São Paulo, e do PMDB, no caso do Rio. Quando a repórter da CBN perguntou sobre os agentes identificados como recebedores destas propinas relacionadas a estes contratos, ele citou o nome de “bagrinhos”, funcionários desconhecidos que certamente não são os verdadeiros beneficiários. Tergiversou.

Estes casos não interessaram à Lava Jato. Afinal, não envolvem “agentes políticos” do PT. Pallocci agora é a bola da vez e seu papel no esquema petista foi apontado como “mais relevante” que o do ex-ministro José Dirceu, até hoje sempre qualificado como o grande operador.


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