São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 13 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.344 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Lula em Crato-CE. Mais fortes são os poderes do povo


POR FERNANDO BRITO • 21/09/2016

Leio cronistas políticos dizendo que Lula enfrenta, agora, uma batalha jurídica diante do julgamento por Sérgio Moro.

Humildemente, discordo.

É claro que a luta jurídica terá de ser travada, e sem descansos ou temores.

Mas alguém, em sã consciência, acha que adianta provar que Lula não é e nunca foi dono do apartamento do Guarujá ou que não auferiu vantagem alguma na guarda de dez caixotes com cartas, presentes oficiais e o acervo que é obrigado a manter?

É tão obvio quanto achar que o lobo jamais iria se convencer com os argumentos do cordeiro, bebendo rio abaixo.

E se acontecer, por conveniência, não ser nessa, Moro ainda tem outras ações para fazer o que desde o princípio quer fazer: condenar Lula.

Moro, por dentro, remói-se de não ter podido fazer, em parte pelas pataquadas dos rapazes do MP o que desde o princípio queria fazer: prender Lula.

A batalha de Lula é, como se disse desde o início aqui, política.

E a foto (tão bem feita pelo Roberto Stuckert que tive pena de escrever seu nome nela, para não haver ruído na imagem) traduz, no cartazinho erguido com orgulho por um rapaz, no Crato (CE) a definição mais singela e verdadeira do que deve ser sua defesa.

“Lula, seu maior escudo é o povo”

Não é o único, nem é o bastante, mas é certamente o maior, o decisivo. Ao lado dele, claro, a articulação política, sem purismos adolescentes, com as forças políticas – e judiciais – que não querem entregar a Moro o poder de vida e morte neste país.

Mas é o povo, ou melhor: o amor do povo simples pelo primeiro governante que, em décadas, olhou para eles e o esclarecimento contínuo deste povo de que a destruição de Lula não é a destruição de uma pessoa, apenas, mas a destruição de um caminho para o Brasil quem poderá proteger Lula.

Os marqueteiros, os politiqueiros, os homens da prudência e do, perdão, cagaço, são incapazes de compreender isso.

Nenhum deles escreveria aquela frase.

O povo de um país que se afunda sem parar na crise e que percebe que vão lhe tirar o pouco, o pouquíssimo que tem, não.

Foto de Ricardo Stuckert


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