São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 23 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.226 - Visualizações: 17.977.957 - Postagens: 31.406

Usurpador ataca aposentados e celetistas


Os pobres e a classe trabalhadora, que agora vão sofrer com as ações do governo usurpador de Temer e asseclas. Não podemos permitir a aprovação da PEC 241


26/09/2016 | Por Rui Falcão

Primeiro a confissão, depois o esforço para cumprir as promessas. Os sacrifícios para a população brasileira, principalmente os que mais se beneficiaram das mudanças realizadas por Lula e Dilma, os pobres e a classe trabalhadora, que agora vão sofrer com as ações do governo usurpador de Temer e asseclas.

Como Dilma, Lula e o PT, vêm sendo perseguidos, com violência e truculência, por um grupo de procuradores, policiais e juízes à margem do Estado Democrático de Direito. A prisão abusiva, desnecessária e desumana do ex-ministro Guido Mantega é mais um triste episódio da escalada repressiva seletiva.

Foi durante sua custosa e vaiada passagem por Nova Iorque, ao falar para empresários e banqueiros estrangeiros, no Conselho das Américas, que o presidente golpista Michel Temer confessou ter tramado a derrubada de Dilma não pelo falso pretexto das “pedaladas”, mas porque ela se recusou a colocar em prática o programa neoliberal “Uma Ponte para o Futuro”, monstrengo gerado pela turma comandada pelo notório Moreira Franco.

Como se sabe, este documento preconiza a revogação de direitos e conquistas duramente alcançados; abre o caminho para concessões e privatizações em cadeia, principalmente terras brasileiras e o nosso petróleo; facilita o desmonte do Estado nacional; revê a política de abertura comercial e diplomática do País, regredindo à subordinação e alinhamento automático com os Estados Unidos.
Enfim, ao violentar a soberania popular com a cassação do voto de 54,5 milhões de brasileiros e brasileiras, o traidor Temer conspira contra a soberania nacional, as políticas de desenvolvimento inclusivo, distributivas e de participação popular dos últimos 13 anos.

Para corresponder ao que prometeu à classe dominante, o presidente sem voto quer aprovar logo (o ataque aos aposentados e à CLT fica para depois das eleições) a PEC 241, a PEC do Estado Mínimo.  Embora até o FMI alerte para os riscos de ajustes fiscais austeros aprofundarem a recessão, em vez de revertê-la, a equipe do ministro Meirelles insiste no corte de despesas como único caminho para sair da crise, que só piorou com o golpe.

Pela proposta,  as despesas do Orçamento passariam a ser reajustadas, nos próximos 20 anos, apenas pela inflação do ano anterior, e não mais pelo crescimento da receita ou variação do PIB como atualmente. Isto significa que, independentemente do crescimento da população, do aumento da arrecadação ou da elevação do PIB, saúde, educação, saneamento, transporte público, investimentos ficariam praticamente congelados.

E a qualidade dos principais serviços que a população mais necessitada utiliza cairiam de qualidade, além de favorecer os grupos privados.  Só não seriam atingidas as despesas financeiras, ou seja aquelas referentes ao pagamento dos juros da dívida, para garantir os ganhos dos rentistas e especuladores financeiros.

Por isso mesmo, não podemos permitir a aprovação da PEC 241, bem como dos projetos igualmente prejudiciais ao povo e ao Brasil. Fiquemos de olho nas pautas do Congresso Nacional, onde tramitam ou vão tramitar monstruosidades como esta.


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