São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 17 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.220 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Acusações à família empurram Eduardo Cunha para uma delação que pode ser fatal


Um dia depois da prisão de Eduardo Cunha, a força-tarefa da Lava Jato divulgou acusações que atingem Cláudia Cruz, esposa do deputado, assim como seus filhos Danielle e Felipe; de acordo com os procuradores, os três cometeram crimes como lavagem de dinheiro e se beneficiaram da corrupção do pai; atento a esses movimentos, Cunha contratou hoje mesmo o advogado Marlus Arns, que fechou alguns acordos de delação premiada em Curitiba; sem prazo para deixar a prisão, sua delação é inevitável e deve derrubar boa parte do PMDB, uma centena de deputados e talvez até o antigo parceiro e hoje presidente Michel Temer

20 DE OUTUBRO DE 2016

É remotíssima a possibilidade de que Eduardo Cunha, preso ontem pelo juiz Sergio Moro, não feche um acordo de colaboração premiada.

O motivo: um dia depois da prisão, os procuradores Força Tarefa da Operação Lava Jato, divulgaram evidências de que três filhos do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) participaram de uma "série de fatos criminosos graves" como o recebimento de propinas e lavagem de dinheiro.

Seus três filhos são Danielle Dytz, Camila Dytz e Felipe Cruz. Todos participam direta ou indiretamente de empresas do pai, inclusive de uma que teria recebido propinas da Gol Linhas Aéreas.

Além disso, a esposa de Cunha, Cláudia Cruz, também está sendo acusada pelos procuradores de lavagem de dinheiro.

Não por acaso, hoje mesmo, Cunha contratou o advogado Marlus Arns, que já fechou vários acordos de colaboração premiada (leia aqui).

Uma delação de Cunha pode atingir mais de 100 deputados que eram financiados por ele, praticamente toda a cúpula do PMDB e o próprio presidente Michel Temer, de quem Cunha foi um dos mais próximos parceiros nos últimos anos.

Ele já afirmou, no entanto, que pretende começar por Moreira Franco, que cuida do programa de atração de investimentos de Temer, e por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que colocou sua cassação na pauta da casa.


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