São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 20 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.290 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Contra a bagunça que eles mesmo instauraram no País, Temer marca reunião com chefes de poderes


A batida policial no Senado Federal, ocorrida na última sexta-feira, foi a gota d'água e levou o governo Michel Temer a reconhecer, implicitamente, que o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes; para tentar contorná-la, ele marcou para esta quarta-feira, às 11h, uma reunião com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia; segundo o jornalista Jorge Bastos Moreno, Cármen Lúcia não participará; Renan já pediu a cabeça do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a quem chamou de "chefete de polícia", e criticou a decisão da Operação Métis, que teria sido tomada por "um juizeco" de primeira instância, mas Carmen Lúcia saiu em defesa do Judiciário; os quatro poderão posar sorridentes nesta quarta, mas a crise brasileira começou bem antes, quando todos os poderes se uniram para levar adiante um golpe parlamentar

25 DE OUTUBRO DE 2016

O governo do presidente Michel Temer reconheceu que o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes.

Prova disso é que, para tentar contorná-la, marcou uma reunião para esta quarta-feira, às 11h, no Palácio do Planalto, com os chefes de todos os poderes: ele próprio, assim como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia.

A gota d´água foi a Operação Métis, da Polícia Federal, deflagrada pela Polícia Federal, com autorização do juiz Vallisney Souza, de Brasília. Nela, quatro policiais legislativos foram presos, acusados de fazer varreduras para sabotar a Lava Jato.

Renan viu na operação uma agressão ao Poder Legislativo, no que contou com o apoio de Rodrigo Maia, do ministro Gilmar Mendes e do ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil.

Mais do que isso, ele pediu a cabeça do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a quem chamou de "chefete de polícia", e criticou o magistrado Vallisney, a quem chamou de "um juizeco" de primeira instância.

Carmen Lúcia, no entanto, saiu em defesa do Judiciário, contando com apoio de associações de magistrados e procuradores.

Nesta quarta, os quatro poderão posar sorridentes nesta quarta, mas a crise institucional brasileira começou bem antes, quando todos os poderes se uniram para levar adiante um golpe parlamentar.

Foi no vale-tudo do impeachment que as normas começaram a ser quebradas, até o Brasil ao quadro atual de zorra total.

Segundo o jornalista Jorge Bastos Moreno, a ministra Cármen Lúcia não deverá participar da reunião proposta pelo presidente Michel Temer "Ela vai se encontrar com o Renan sim, mas na reunião geral de sexta, com Alexandre de Moraes e o comando da PF, sobre a questão de segurança pública, que terá também Temer, Rodrigo Maia, Jungmann, Serra e OAB", diz Moreno.


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