São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 18 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.221 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Estudante Ana Júlia é destaque em debate sobre PEC no Senado Federal


Aluna do Paraná viralizou nas redes sociais e na mídia após discurso na Assembleia Estadual do PR. Ela defende ocupações como forma legítima de luta pela educação


31/10/2016 - Convidada a participar de uma audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos do Senado nesta segunda-feira (31), a estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro, 16 anos, se tornou o centro das atenções.

Com um discurso muito firme e claro, ela defende as ocupações como ferramenta legítima de luta política para melhorar a educação no país e contra os retrocessos promovidos pela PEC 241 e pela MP que implementa a reforma do ensino médio.

Ela foi comparada na web à ativista paquistanesa Malala Yousafzai, jovem paquistanesa que recebeu o Nobel da Paz pro defender a educação feminina. Ainda que não tenha recebido um reconhecimento tão grande, Ana Júlia Foi convidada para fotos com parlamentares da oposição e foi intensamente aplaudida em seu discurso a favor das ocupações.

A jovem falou de “mãos sujas” ao se referir aos parlamentares que defendem a PEC do teto de gastos. Para ela, quem votar a favor da medida estará se posicionando contra a educação por 20 anos.

“Em relação à PEC 55, a antiga PEC 241, eu quero dizer uma coisa: aqueles que votarem contra a educação estarão com as mãos sujas por 20 anos”, complementou a estudante, sob aplausos dos parlamentares e convidados da Comissão de Direitos Humanos.

“Nós vamos desenvolver métodos de desobediência civil, nós vamos levar a luta estudantil para frente, nós vamos mostrar que não estamos aqui de brincadeira, e que o Brasil vai ser um país de todos”, afirmou Ana Júlia.

A jovem explicou na reunião que métodos de “desobediência civil” são técnicas de “resistência pacífica”. “Resistir não é só ficar na escola. É não abaixar as cabeças para as ideias contrárias, é continuar lutando pelo movimento estudantil […] Nós vamos ocupar as ruas também”, enfatizou.

Ana Júlia ainda afirmou que o movimento estudantil está sofrendo uma “repressão violenta” por parte de pessoas contrárias aos protestos.

“Infelizmente, nós temos sofrido repressão de movimentos contrários. E a repressão está sendo violenta. Repressão que, na calada da noite, passa nas escolas. Repressão que passa com som alto, tocando o Hino Nacional, como se nós não respeitássemos o Hino”, destacou.

“Nós defendemos o direito que eles [os opositores das ocupações] têm de serem contrários. Nós vivemos em uma democracia e sabemos que é importante ter os dois lados. Mas nós abominamos a repressão violenta”, acrescentou.



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