São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 17 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.287 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Globo parceira do golpe, finalmente reconheceu: economia não vai crescer


Um dos principais avalistas do golpe de 2016, o jornal O Globo, da família Marinho, finalmente reconheceu, nesta sexta-feira, que a economia brasileira, há mais de cinco meses sob o comando de Michel Temer e Henrique Meirelles, não tem força para voltar a crescer; "O dilema da economia é que não temos vetores de crescimento. O consumo das famílias está contido pelo desemprego, pelo crédito caro e escasso e pela falta de confiança", diz afirma Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP; "A economia não tem nenhum destaque, não tem força para crescer. É uma situação pior do que em crises anteriores, dada a profundidade da recessão e o estrago no mercado de trabalho e de crédito", aponta o economista-chefe do Banco Fator José Francisco de Lima Gonçalves; política do "quanto pior, melhor", que produziu o golpe, arruinou o Brasil

21 DE OUTUBRO DE 2016

O grupo Globo, da família Marinho, que foi o principal fiador do golpe parlamentar de 2016, sob o argumento de que era necessário mudar a direção da política econômica, pela primeira vez reconheceu que, sob o comando de Michel Temer e Henrique Meirelles, a economia não tem encontrado forças para voltar a crescer.

Se antes os veículos do grupo Globo tentavam vender a ideia de volta da confiança e uma falsa retomada, finalmente houve a decisão de publicar uma reportagem verdadeira, assinada por Lucianne Carneiro, sob o título Economia continua sem força para voltar a crescer.

"Após dois anos em recessão, a economia brasileira ainda não tem forças para crescer. Analistas não veem um gatilho capaz de se destacar e puxar a retomada econômica. O corte de juros já começou, porém, em um movimento tímido que, sozinho, não conseguirá mudar o cenário. Apesar da redução, a taxa se mantém elevada, o que dificulta investimentos. Ao mesmo tempo, famílias e empresas estão endividadas, o que inibe a busca por empréstimos, que poderiam ajudar a estimular a atividade econômica", informa a jornalista.

"O dilema da economia é que não temos vetores de crescimento. O consumo das famílias está contido pelo desemprego, pelo crédito caro e escasso e pela falta de confiança. Pode até ter melhorado, mas não o suficiente para reverter os demais fatores. Ao mesmo tempo, as empresas estão endividadas e com nível de ociosidade grande. Com a necessidade de controlar gastos, o governo reduz investimentos", diz Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP.

"A economia não tem nenhum destaque, não tem força para crescer. É uma situação pior do que em crises anteriores, dada a profundidade da recessão e o estrago no mercado de trabalho e de crédito. O estrago é assustador, não tem mágica", complementa o economista-chefe do Banco Fator e professor da FEA/USP José Francisco de Lima Gonçalves.

A realidade é que a política do "quanto pior, melhor", colocada em marcha pela aliança entre mídia, Eduardo Cunha e PSDB para produzir o golpe, arruinou o Brasil.



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