São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 20 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.290 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Termelétricas de São Gonçalo do Amarante ameaçam parar geração por conta do preço da água


Problema está no preço da água usada nas usinas. O volume é igual a 6% do consumo diário de Fortaleza


18/10/2016 - Instaladas no Pecém, as usinas térmicas utilizam o vapor da água aquecida pela queima do carvão para gerar energia.

Depois de serem acionadas a plena carga para que as hidrelétricas pudessem poupar seus reservatórios, algumas usinas térmicas estão em vias de serem desligadas, justamente por causa do grande volume de água que consomem para gerar energia. Na semana passada, as duas maiores térmicas movidas a carvão do País, Pecém I e II, que operam no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) informaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que não terão mais condições de continuar em funcionamento, caso o preço da energia que vendem não seja reajustado para acompanhar a explosão do custo da água no Estado.

A origem do problema está na pior crise hídrica dos últimos 66 anos enfrentada pelo Ceará. Como essas térmicas necessitam de muita água para resfriar suas máquinas - um volume equivalente a 6% do consumo diário de Fortaleza - , o governo cearense, preocupado com o abastecimento da população, decidiu atacar no preço e criou uma cobrança específica para essas usinas, o Encargo Hídrico Emergencial.

Multa

Na semana passada, os carteiros entregaram nos escritórios das empresas Eneva e EDP, donas das duas usinas, as primeiras contas de água com a taxa extra embutida. A fatura referente ao mês de setembro chega a R$ 1,308 milhão decorrente do consumo de água, mas acrescenta outros R$ 9,125 milhões relativos ao novo encargo. Os empresários reagiram de imediato, bateram na porta da Aneel e ameaçaram desligar as máquinas.


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