São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 15 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.346 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Família Marinho dona da Rede Globo ignora decisões judiciais sobre tríplex de Paraty



Juiz federal Ian Legal Vermelho, de Angra dos Reis, autorizou o uso da força policial para a União retomar a praia de Santa Rita, em Paraty, que é tratada como particular pelos proprietários da mansão atribuída à família Marinho, da Rede Globo; magistrado determinou que a família Marinho retire a estrutura de cerco instalada no mar que, na prática, servia para impedir a aproximação das pessoas à praia de Santa Rita; reportagem do novo projeto de crowdfunding do Diário do Centro do Mundo

12 DE NOVEMBRO DE 2016 

O juiz federal Ian Legal Vermelho, de Angra dos Reis, autorizou o uso da força policial para a União retomar a praia de Santa Rita, em Paraty, que é tratada como particular pelos proprietários da mansão atribuída à família Marinho, da Rede Globo.

Segundo reportagem de Joaquim Carvalho, para o novo projeto de crowdfunding do Diário do Centro do Mundo, o juiz determinou que a família Marinho retire a estrutura de cerco instalada no mar, aparentemente dedicada à criação de animais marinhos, mas que, na prática, servia para impedir a aproximação das pessoas à praia de Santa Rita.

"Segundo o relatório do ICMBIO, seguranças armados impediam o desembarque de banhistas na areia da praia. Não só de banhistas, mas, pelo menos em uma ocasião, os seguranças armados impediram o desembarque de uma equipe de fiscalização do ICMBIO, que estava ali para fazer um levantamento por determinação do Ministério Público Federal", diz a reportagem.

A primeira sentença contra a família Marinho no caso da Paraty House já tem seis anos e até agora não foi cumprida. "Em Paraty, todo mundo sabe que a mansão é da família Marinho, mas até hoje nós só tratamos com os advogados e já questionamos o Ministério Público sobre o não cumprimento da decisão. Mas não adianta. Ninguém consegue fazer essa decisão judicial ser cumprida. Isso é grave. Mostra que, no Brasil, a lei não é igual para todos", diz o analista ambiental do Instituto que acompanha o caso desde o início – ele já foi alvo de represália e pede para que o nome não seja divulgado.



Leia na íntegra a reportagem especial do Diário do Centro do Mundo. 

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