São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 18 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.288 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Geddel Vieira Lima era um dos anões do orçamento

Geddel Vieira Lima - Anão do Orçamento

No longínquo ano de 1993, Geddel Vieira Lima esteve envolvido no primeiro grande escândalo de corrupção do Brasil após a queda da ditadura: os anões do orçamento

20 de novembro de 2016

Em 1993 surgia o maior escândalo de corrupção do Brasil democrático. Estavam envolvidos 37 parlamentares, que roubaram mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos, com esquemas de propina, para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados. Além disso, manipulavam emendas parlamentes para desviarem dinheiro através de entidades sociais fantasmas ou com a ajuda de empreiteiras.

O esquema foi o primeiro no qual os parlamentares investigaram seus próprios colegas na CPI do Orçamento que foi instaurada. O escândalo veio após a denúncia do assessor da Comissão de Orçamento José Carlos Alves dos Santos, que não resistiu à pressão da acusação de ter tramado a morte de sua mulher, e delatou toda a fraude.

João Alves tinha uma movimentação financeira 300 vezes maior que a compatível com sua renda de parlamentar.

João Alves, deputado baiano do PFL (DEM) foi acusado de ser o mandante da quadrilha. Ele ficou conhecido pela infame justificativa à sua fortuna. Segundo ele, a quantia havia sido acumulada após ele ganhar 156 vezes na loteria, apenas em 1993. Matematicamente, para ele conseguir essa façanha, João Alves teria que gastar US$ 17 milhões somente com apostas.

Segundo a Folha de São Paulo, o grupo operava com três fontes de recursos:

1. Propinas pagas pelos prefeitos para incluir uma obra no Orçamento ou conseguir a liberação de uma verba já prevista;

2. Cobrança de propinas de empreiteiras para que fossem incluídas obras no Orçamento da União;

3. A aprovação de subvenções sociais dos Ministérios para entidades “fantasmas” registradas no Conselho Nacional do Serviço Social Geddel, responsável por liberar diversas emendas para o chefe do esquema, João Alves.

Entre os parlamentares envolvidos, estão nomes conhecidos no cenário político baiano, como Geddel Vieira Lima. Geddel era apoiado político de João Alves e foi de sua responsabilidade a liberação de diversas emendas para o parlamentar. Além disso, Geddel também foi acusado de receber dinheiro de empreiteiras.

Enquanto foi ministro da Integração Nacional, Geddel destinou 60% das verbas para o seu curral eleitoral, no ano que disputara eleição. Foi também citada a suposta participação de seu pai, Afrísio Vieira Lima, através de uma gravação em que há indícios de seu envolvimento. Geddel negou e acusou um complô formado por João Alves contra seu pai.

Durante a CPI do Orçamento, Geddel chorou e disse que era um homem de poucas posses. Entre as suas poucas posses contavam 12 fazendas no oeste baiano, 1 avião particular, e diversos imóveis de luxo em Brasília. Aos 25 anos, ele já tinha Geddel chora na CPI do Orçamento acumulado um patrimônio de aproximadamente R$ 15 milhões de reais.


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