São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 23 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.293 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Matsuda abre fábrica em São Gonçalo do Amarante e já planeja expansão


A empresa inaugurou, ontem, em São Gonçalo do Amarante, sua sétima unidade no País e a primeira no Estado

30/11/2016

Inaugurada na tarde de ontem, em São Gonçalo do Amarante, a fábrica de rações do Grupo Matsuda já tem planos de expansão previsto para daqui a cinco anos. Além de apostar no potencial de crescimento do mercado do Nordeste, sobretudo para as linhas Pet (cães e gatos), a empresa pretende expandir sua participação no mercado internacional, por meio do Porto do Pecém.

"A logística aqui, para exportação, é excelente. E a matéria prima já está aqui na região. Por isso escolhemos o Ceará", disse Jorge Matsuda, diretor-presidente do Grupo Matsuda, após a cerimônia de inauguração. Para ele, o Pecém tem potencial para, nos próximos 30 anos, ser o maior exportador de alimentos do País, devido à proximidade dos mercados da África, Europa, Caribe e América do Norte.

Conforme o diretor-presidente do Grupo Matsuda, Jorge Matsuda,
o Estado do Ceará possui logística "excelente para exportação”.

Segundo o diretor-presidente da companhia, o potencial do setor do agronegócio do Nordeste, principalmente na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), também pesou na decisão de investir na unidade do Ceará, que reduzirá os custos com transporte da matéria prima das rações e da distribuição dos produtos industrializados. "Aqui temos milho e soja. E nós sabemos que 20% dos animais de estimação estão no Nordeste. Então é importante estar presente aqui para baixar o custo para o consumidor da região".

De acordo com Leonardo Cerise Junior, diretor da unidade de São Sebastião do Paraíso (MG) da Matsuda, a ampliação da empresa demandaria um investimento entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. A unidade inaugurada ontem, que antes pertencia ao Grupo Guabi, recebeu um investimento de R$ 20 milhões. "Fizemos várias mudanças, adquirimos equipamentos novos, fizemos uma transformação na fábrica", ele diz. A expectativa da empresa é exportar até 30% da produção de rações no segmento de Pets. Para 2017, no entanto, Cerise diz que o objetivo é investir na parte comercial. "O plano agora é fazer ela acontecer para depois pensar na nova planta. Tudo vai depender do ritmo das vendas", diz.
Peixes e camarões

Além da linha Pet, a unidade de São Gonçalo também irá produzir rações para peixes e camarões. "A gente acredita nas variedades de camarão e de peixes, que têm um potencial muito grande. Nós estamos perto do Amazonas e, daqui, vão rações para Manaus. Essa unidade vai otimizar e atender bem o potencial dessa região", disse Jorge Matsuda. Segundo Leonardo Cerise, dependendo da demanda da região, há a possibilidade da unidade de São Gonçalo do Amarante funcionar como um Centro de Distribuição (CD). "Temos a linha de suplementos minerais, a linha de veterinário, a linha de sementes e pastagens. Então ela funcionaria como um CD, seria um braço da Matsuda na região Nordeste".

Com uma capacidade de produção de 76 toneladas/hora, a unidade cearense da Matsuda será responsável por cerca de 20% do potencial da empresa no Brasil, que conta agora com sete unidades. Líder no setor de sementes para pastagens no País, a Matsuda está presente em mais de 23 países, entre América do Sul, Central, Europa e Ásia.

Fotos: Kid Júnior


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