São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 20 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.290 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Roda Viva com Michel Temer não passou de um churrascão de amigos


Ao comentar o Roda Viva com Michel Temer, o jornalista Gleen Greenwald se espantou com a falta de profissionalismo da imprensa brasileira, que se comportou de forma submissa em relação ao entrevistado; Greenwald criticou diretamente a postura de Eliane Cantanhêde, que sugeriu que criticar Temer significa trabalhar contra o Brasil; "Fútil e constrangedor", disse Greenwald, para quem questões centrais foram ignoradas, tais como os meandros da conspiração do impeachment e o fato de Temer ser ficha suja; como bem definiu Temer, tudo não passou de propaganda

15 DE NOVEMBRO DE 2016

Em um texto intitulado "Fofocas, gargalhadas, romance e diversão de montão: as estrelas da mídia encontram seu Presidente", divulgado no site The Intercept, os jornalistas Glenn Greenwald e Thiago Dezan comentam a entrevista de Michel Temer a figurões da grande mídia no programa Roda Viva, da TV Cultura.

"A lista de jornalistas escalados para a entrevista foi bizarra, mas previsível. Quando um presidente empossado é entrevistado somente por veículos que defenderam o processo de impeachment que o levou ao poder, é invitável que a conversa decorrente mais se assemelhe a um churrasco animado entre amigos do que uma entrevista contenciosa", afirmam.

Greenwald se espantou com a falta de profissionalismo da imprensa brasileira, que se comportou de forma submissa em relação ao entrevistado, e criticou diretamente a postura de Eliane Cantanhêde, que sugeriu que criticar Temer significa trabalhar contra o Brasil. "Fútil e constrangedor", disse.

Para o jornalista norte-americano, questões centrais foram ignoradas na entrevista, tais como os meandros da conspiração do impeachment e o fato de Temer ser ficha suja. "Foi preciso assistir à entrevista diversas vezes para crer no que os olhos viam. Com o passar dos minutos, ficava cada vez mais claro que o político e os jornalistas, que evidentemente o adoram, se inclinavam a um terno abraço coletivo", diz ainda Greenwald e Dezan.


Brasil 247

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