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Sérgio Moro cerceia perguntas para blindar Michel Temer. Mas Eduardo Cunha começa a puxar seus trunfos


POR FERNANDO BRITO · 28/11/2016

Monica Bergamo, na Folha, anuncia que Sergio Moro vetou mais da metade (21 de 41) das perguntas que a defesa de Eduardo Cunha preparou para Michel Temer.

Mesmo que com a franquia de responder por escrito – ou fazer com que seus advogados preparem respostas estudadas para não  comprometê-lo – o mesmo juiz que achou que era um dever divulgar à imprensa grampos telefônicos ilegais da Presidenta Dilma  proibiu Cunha de perguntar sobre doações feitas ao PMDB, partido de ambos e, portanto, absolutamente ligado aos recursos que o ex-presidente da Câmara recebia na política.

Uma das perguntas proibidas chama particular atenção.

É sobre as relações do presidente usurpador e o advogado Jorge Yunes, seu amigo íntimo de 4 décadas e pau para toda obra espinhosa de Temer.

Recentemente, segundo a Folha, Yunes foi apontado até como redator da carta traiçoeira a Dilma,e seu escritório  teria sido o “QG de reuniões para montagem do governo”. Numa declaração “graciosa”, Yunes disse ao jornal que é ‘”uma espécie de psicoterapeuta político” do ex-vice.

Mas não é exatamente da psicanálise de Yunes que Cunha perguntaria a Temer, se Moro não tivesse impedido.

Ele queria saber sea qual é a relação do presidente com Yunes e se ele “recebeu alguma contribuição de campanha” para alguma eleição de Temer. Neste caso, se “as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?”.

Não se sabe porque, se Moro achou que poderia sair algum tipo de confissão do atual presidente, porque não decretou sigilo de Justiça e avaliou se era o caso de enviar para o STF?

Claro que Temer não ia se autoincriminar, mas poderia ter dado respostas que Cunha tivesse documentos para mostrar que eram falsas.

O fato é que Cunha começou a mostrar seus trunfos.


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