São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 16 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.219 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Temer usou o jornal O Globo, novo Diário Oficial da União, para mandar um recado a seu ministro Geddel que seu caso é gravíssimo


"Esse embaraço para Geddel ainda vai render muito. Fazer uso de sua posição para interesse pessoal, isso é gravíssimo. Ele usou o nome do presidente, isso não é adequado. A menos que o presidente tivesse pedido. E não pediu. E se outros casos surgirem? É abuso de autoridade", disse um assessor de Michel Temer ao jornal O Globo, o novo Diário Oficial; embora esteja comprovado que Geddel cometeu o crime de advocacia administrativa, ao se valer da sua posição para defender um interesse pessoal (a liberação de uma obra onde tem um apartamento de R$ 2,4 milhões), Temer ainda não o demitiu porque mede as reações da sociedade e porque ele e Geddel são parceiros íntimos há mais de duas décadas; "Eu conheço o presidente há 25 anos. Eu não preciso que ele manifeste confiança para saber até quando ele confia em mim", disse Geddel, sugerindo que Temer não pode demiti-lo

19 DE NOVEMBRO DE 2016

Michel Temer usou o jornal O Globo, novo Diário Oficial da União, para mandar um recado a seu ministro Geddel Vieira Lima, que oficialmente cuida da Articulação Política e oficiosamente da defesa de seus interesses pessoais, como a liberação de uma obra onde tem um apartamento de R$ 2,4 milhões.

Segundo um "assessor palaciano muito próximo a Temer" disse ao jornal O Globo, a situação de Geddel é "gravíssima".

"Esse embaraço para Geddel ainda vai render muito. Fazer uso de sua posição para interesse pessoal, isso é gravíssimo. Ele usou o nome do presidente, isso não é adequado. A menos que o presidente tivesse pedido. E não pediu. E se outros casos surgirem? É abuso de autoridade", disse ele.

Temer gostaria que Geddel se demitisse – o que ele já afirmou que não fará.

"O presidente tinha lido a entrevista, ficou também sem entender as razões, até porque o Calero não colocou essas razões para ele e se especulou o que tinha havido. O presidente chegou a fazer um apelo para que ele permanecesse na função. E orientou que eu procurasse responder com a tranquilidade que eu estou respondendo, com a verdade. Manifestou seu respeito, carinho e apoio à nossa posição", disse ele. "Eu conheço o presidente há 25 anos. Eu não preciso que ele manifeste confiança para saber até quando ele confia em mim", disse Geddel neste sábado (leia aqui).

Na realidade, Temer ainda não o demitiu porque ainda mede as reações da sociedade – que têm sido 100% desmoralizadoras para seu governo – e porque ele e Geddel são parceiros íntimos há mais de duas décadas. Ou seja: talvez Temer não tenha como demiti-lo, preservando sua própria segurança.

Brasil 247     

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