São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sábado 16 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.347 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Até o 'Paulinho da Farsa' golpista de primeira hora diz que Temer está esfolando os pobres


Após defender e apoiar o golpe contra Dilma Rousseff, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse "considerar injusta, e extremamente prejudicial aos trabalhadores, a proposta apresentada pelo governo para uma reforma da Previdência"; "A proposta contém medidas muito duras e equivocadas, que prejudicam principalmente os mais pobres", diz nota da central sindical

8 DE DEZEMBRO DE 2016

Após defender e apoiar o impeachment da Dilma Rousseff, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), disse, por meio de nota, "considerar injusta, e extremamente prejudicial aos trabalhadores, a proposta apresentada pelo governo para uma reforma da Previdência".

Segundo ele, "a proposta contém medidas muito duras e equivocadas, que prejudicam principalmente os mais pobres". A nota diz que a Força Sindical "já está preparando modificações no texto da PEC (Projeto de Emenda Constitucional) da Previdência" com o objetivo de alterar "de forma significativa pontos que, de alguma forma, são injustos, causando enormes prejuízos aos trabalhadores".

O trecho final da nota destaca que "a perspectiva de retirar direitos afasta cada vez mais o governo dos trabalhadores e da sociedade em geral. Somos contra qualquer medida que retire direitos". Leia a íntegra:

PEC da Previdência prejudica os mais pobres

A direção nacional da Força Sindical considera injusta, e extremamente prejudicial aos trabalhadores, a proposta apresentada pelo governo para uma reforma da Previdência.

A proposta contém medidas muito duras e equivocadas, que prejudicam principalmente os mais pobres. A Força Sindical já está preparando modificações no texto da PEC (Projeto de Emenda Constitucional) da Previdência, alterando de forma significativa pontos que, de alguma forma, são injustos, causando enormes prejuízos aos trabalhadores.

É preciso sensibilidade social e a busca de uma solução equilibrada que não penalize, principalmente, os menos favorecidos economicamente. Vale destacar alguns pontos: que não aceitamos a idade mínima de 65 anos, pois trata-se de uma injustiça com quem ingressou, ou ingressará, mais cedo no mercado de trabalho; é necessária a diferenciação de gêneros, visto que as mulheres têm dupla, e às vezes até tripla, jornada; que a regra de transição seja mais justa; que as pensões não sejam desvinculadas do salário mínimo; aposentadoria universal; e que as aposentadorias dos policiais militares e dos bombeiros sejam debatidas e resolvidas pelos Estados e municípios.

As mudanças na Previdência têm de levar em consideração que a Instituição é um patrimônio do trabalhador e do cidadão brasileiro. Qualquer alteração terá de ter, como princípio, que os aposentados recebam benefícios com valores suficientes para que tenham uma vida digna. Não podemos deixar de destacar que valorizar as aposentadorias é uma forma sensata e justa de distribuição de renda.

Vamos nos mobilizar e alertar os trabalhadores para que procurem o seu sindicato a fim de que possamos alertá-los para os prejuízos que as mudanças trazem e para conscientizá-los sobre a reforma que almejamos.

Reformar a Previdência com a perspectiva de retirar direitos afasta cada vez mais o governo dos trabalhadores e da sociedade em geral. Somos contra qualquer medida que retire direitos!

Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força)
Presidente da Força Sindical


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