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CHICO VIGILANTE | A Globo e o roteiro do golpe

Deputado distrital e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa do DF

11 de Dezembro de 2016

Se observarmos atentamente os fatos políticos no Brasil vamos perceber a existência de um comando central que usa pessoas em postos chaves para fazer o trabalho sujo necessário a um projeto maior e depois as descarta como membros da escória.

Assim aconteceu com Eduardo Cunha. Após votar o impeachment de Dilma Rousseff foi enviado as masmorras de Curitiba.

Ao que tudo indica o mesmo acontecerá com a cúpula do PMDB. Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá e Eunício Oliveira, denunciados por recebimento de propina por diretores da Odebrecht, foram fritados pela Globo em horário nobre na sexta-feira, 9 e no sábado, 10 de dezembro.

O Jornal Nacional da Globo deste sábado disse que Cláudio Melo afirmou ter ido ao Palácio Jaburu com Marcelo Odebrecht quando foi acertado com Temer a doação e 10 milhões.

A primeira etapa da extensa reportagem da emissora, durante 38 minutos, sem nenhum intervalo, detona toda a cúpula do PMDB em detalhes.

Quem recebeu quanto, onde e como.

Melo disse que Michel Temer quando na Câmara centralizava um núcleo de defesa dos interesses da empresa e que Eliseu Padilha centralizava o recebimento de propinas a serem repassadas aos demais.

No Senado o papel de centralizar o recebimento de propinas cabia a Romero Jucá, de codinome Caju, que teria recebido repasses de cerca de 22 milhões.

Como a Globo, em parceria com a Lava Jato, dita quem cai e quando cai, como aconteceu com Geddel 12 horas após a Globo dizer que devia cair, está claro que querem derrubar o PMDB e substituí-los pelos tucanos.

Quando e depois que eles fizerem o que, no roteiro do comando central?

Depois que aprovarem no Congresso os dois maiores estragos aos interesses da classe trabalhadora: a reforma da previdência e a PEC 55.

Desta forma o PMDB fica com o ônus das medidas impopulares e os tucanos surgem como salvadores da pátria.

Todos perceberam e já se perguntam o porquê da Globo na edição de sexta, 9, do Jornal Nacional ter preservado os políticos do PSDB igualmente delatados pela empreiteira: José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

Não é esquisito que exatamente os três presidenciáveis tucanos denunciados por receberem vultosas somas de propina sejam ignorados pela Globo?

Geraldo Alckmin, o "santo", foi acusado de receber propina de R$ 2 milhões da Odebrecht, em espécie, por meio do cunhado. Aécio Neves foi acusado pela empreiteira de ter recebido milhões por meio de seu marqueteiro, Paulo Vasconcelos com recursos da construtora.

Muitas outras acusações contra Aécio são ignoradas pela Globo. Ele já foi acusado por vários delatores da Lava Jato de operar um mensalão em Furnas e também de comandar esquemas no Banco Rural, instituição financeira que protagonizou o chamado mensalão tucano.

Contra José Serra, o "careca", veio uma acusação de grosso calibre: R$ 23 milhões na Suíça.

Tá na cara que o golpe dentro do golpe está seguindo seu roteiro perfeitamente.

Só resta uma saída, ocuparmos as ruas pela convocação de eleições diretas porque esta é a solução.

Quem tem que mandar no Brasil é a vontade soberana do povo e não da Globo que acha que pode tirar e colocar presidentes na hora que quer.

Fez assim com o Collor, fez assim com a Dilma e quer fazer agora com o golpista Temer pra devolver aos tucanos o poder.


Eleições Diretas já!

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