São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 19 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.289 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Globo que apoiou o golpe, não quer eleições diretas, mas 91% da população quer


Depois de apoiar um impeachment sem crime de responsabilidade – ou seja, um golpe – que colocou Michel Temer no poder, o grupo Globo pressente a queda da "pinguela" e defende que, neste cenário, não ocorram eleições diretas no Brasil; em editorial publicado nesta terça-feira, o jornal O Globo, de João Roberto Marinho, que se aliou a Eduardo Cunha durante o impeachment, diz que "não há motivos para jeitinhos"; no entanto, pesquisas mostram que 63% querem a renúncia imediata de Temer e 91% são contra eleições indiretas, com um novo presidente eleito por um Congresso com mais de 200 parlamentares investigados; contra a vontade popular, Globo defende a eleição indireta e comenta-se que seus candidatos seriam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia; numa pesquisa Datafolha sobre eleições diretas, Lula cresceu e lidera em todos os cenários

13 DE DEZEMBRO DE 2016

A Globo, que apoiou o golpe militar de 1964 e só pediu desculpas 50 anos depois, também foi peça decisiva no golpe parlamentar de 2016, que afastou a presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade e instalou Michel Temer no poder.

Agora, a Globo já pressente a inevitável queda de Michel Temer, mas prepara o chamado "golpe dentro do golpe" – ou seja, a eleição de um presidente biônico por um Congresso em que mais de 200 parlamentares são investigados.

Em editorial publicado nesta terça-feira, O Globo explicita sua posição: é contra eleições diretas em caso de queda da "pinguela". Ou seja: o jornal da família Marinho não quer que você vote para presidente, embora 63% dos brasileiros, segundo o Datafolha, defendam a renúncia imediata de Temer com eleições diretas. Num levantamento Paraná Pesquisas, 91% são contra a escolha de um presidente pelo Congresso.

Especula-se, em Brasília, que a Globo tenha dois possíveis candidatos para a eleição indireta: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Numa escolha pelo voto, Lula desponta em primeiro em todos os cenários.


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