São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 13 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.344 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Golpistas em guerra: Lava Jato vaza depoimento contra Jucá, Renan e Eunício Oliveira


Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo Temer, é apontado por um dos delatores da Lava Jato como figura que centralizava recebimentos de recursos que eram repassados ao atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e para Eunício Oliveira (PMDB-CE)

1º de dezembro de 2016

Num dia de crise institucional entre setores do Ministério Público, do judiciário e parte do Congresso, que atuaram juntos no impeachment da ex-presidente Dilma, o Buzz Feed acaba de divulgar reportagem de Severino Motta revelando que Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo Temer, é apontado por um dos delatores da Lava Jato como figura que centralizava recebimentos de recursos que eram repassados ao atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e para Eunício Oliveira (PMDB-CE), que deve substituí-lo no comando do Congresso no ano que vem.

A acusação teria sido feita pelo ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Na delação vazada ele teria dito que intermediou repasses de cerca de R$ 22 milhões a Jucá. E que, posteriormente, esses recursos eram divididos com outros caciques do PMDB, no caso, Renan e Eunício.

Melo Filho teria relacionado esse pagamento à aprovação de projetos e medidas provisórias de tal forma que os interesses da Odebrecht fossem preservados nas matérias. O grupo teria atuado, por exemplo, na tramitação da “MP do Bem”, no projeto de resolução que tratou da chamada “Guerra dos Portos”, em matérias tributárias, de fornecimento de energia para grandes consumidores do Nordeste, entre outros temas.

“Num dos casos citados, Melo Filho disse que teve de liberar dinheiro para garantir que a Medida Provisória 613 de 2013 fosse aprovada sem contratempos. A matéria tratava de tributos e de um regime especial de incentivo à inovação na indústria química. A Odebrecht controla a petroquímica Braskem”, escreve o repórter na matéria do Buzz Feed.

O codinome usado pela empresa para Eunício na operação teria sido “Índio”.

Algo semelhante também teria acontecido durante a tramitação da MP 627 de 2013, que tratava do regime de tributação do lucro auferido por empresas no exterior.

A guerra entre os que estiveram juntos no golpe a Dilma parece estar apenas no começo.


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