São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 13 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.344 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

O maior pecado de Temer na tevê, citar Dom Paulo foi o triunfo da demagogia oportunista


Por: Paulo Nogueira | 25/12/2016

Mesmo para quem não esperava nada de Temer na TV ele surpreendeu.

Churchill com suas palavras na guerra via BBC derrotou Hitler.

Temer, ao falar em público, derrota a todos — a começar por ele mesmo.

Citei Churchill e prossigamos com ele. Churchill, o maior gênio político que o conservadorismo foi capaz de produzir, prometia luta contra o nazismo. Por terra, por céu, por mar.

Temer prometeu uma vitória contra tudo de ruim que está por aí. Uma vez que é ele mesmo o pior de tudo que está aí, chega a ser engraçado.

Estadistas falam em combater o combate. Políticos pinguelas prometem vitórias em qualquer circunstância.

Imagine Felipão no intervalo de Brasil e Alemanha, quando perdíamos de 5 a 0, dizendo que íamos virar e fazer 6 a 5 no segundo tempo.

Foi esta a atitude de Temer.

Não vou vou nem lembrar que ele já dissera as mesmas coisas nestes seis ou sete meses em que está no poder.

Tudo, segundo ele durante o processo do golpe, se resolveria automaticamente com a saída de Dilma.

Os empresários voltariam a investir vigorosamente, os empregos perdidos seriam rapidamente recuperados e por aí vai.

Se a fala da TV fosse uma prestação de contas, Temer estaria em apuros. Prometeu e não entregou. Como resposta, renovou as promessas fracassadas, um clássico dos políticos pinguelas.

Mas com que credibilidade? Ninguém acredita nele. É o presidente mais mal avaliado que o país já teve desde o surgimento das pesquisas.

Num mundo ideal, o presidente que ele daria aos brasileiros, na tevê, seria um breve: “Ofereço a vocês a minha renúncia.”

Uma linha, uma única linha.

Entre tantos pecados em poucos minutos, o maior não disse respeito à economia ou à política.

O maior pecado — bem observado pelo jornalista Fernando Brito, do Tijolaço — foi a menção a Dom Paulo Evaristo Arns.

Ora, ora, ora.

Temer fugiu do extenso velório de Dom Paulo por medo de ser vaiado. Por covardia. Por delírio: como alguém poderia pensar em vaias profanas num momento tão solene como o velório de Dom Paulo?

Dom Paulo teve uma vida franciscana e lutou sempre pelos pobres. Temer optou pela vida opulenta e fez desde sempre a opção pelos ricos.

Viveram vidas paralelas. Onde estava Temer quando Dom Paulo arriscava a vida contra a ditadura?

O maior presente que os brasileiros poderão receber em 2017 é não ter mais Temer em sua tevê — em sua vida. De preferência um presente bem antecipado, Janeiro, por exemplo.

Em sua insuperável generosidade, Dom Paulo perdoaria Temer por citá-lo de forma tão vil e oportunista.

Mas nós não somos Dom Paulo. Não perdoaremos. Não esqueceremos.


1 comentários:

Manoel Oliveira disse...

PERFIL TEM DOIS CRIMINOSO LADRÃO E PUCHA SACO

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