São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 15 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.346 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

As coisas não andam bem para os golpistas do PSDB/PMDB

Golpistas traidores da democracia

17/01/2017 - O golpe está passando pela sua pior crise desde a derrubada efetiva de Dilma Rousseff. Os setores que se unificaram em torno da queda do PT ingressaram em uma luta interna que se expressa de duas formas.

A ala mais importante do golpe, à direita impulsionada diretamente pelo imperialismo, deu o golpe para colocar em marcha uma política econômica de devastação do País. O que está nos planos dos golpistas é impor ao Brasil um modelo ultra neoliberal, com fortes ataques aos direitos, como é o caso das reformas trabalhista e da previdência, além de um ajuste fiscal sem precedentes nas contas públicas, como foi a aprovação do teto de 20 anos dos gastos para estados e municípios.

Essa política econômica começou a ser questionada por setores industriais que perceberam muito rapidamente que uma política tão ferozmente neoliberal causará uma devastação na indústria nacional. Além disso, o modelo que os golpistas querem implantar no Brasil está sendo rejeitado no mundo todo. É como se o Brasil estivesse atrasado em relação ao resto do mundo. A eleição de Donald Trump vai significar uma mudança, até certo ponto, da política econômica imperialista o que também deixou os planos dos golpistas sem uma base de apoio.

Outro aspecto do problema é a falência dos estados e municípios que entra em contradição com a política dos golpistas de corte de verbas por 20 anos. Essa contradição se expressa na rebelião da base de sustentação do governo golpista no Congresso Nacional, base esta que responde aos governadores e prefeitos. A política de arrocho fiscal não foi aprovada como desejada pelos golpistas devia a essa resistência.

Essa rebelião no Congresso é a outra parte da crise do golpe. Os golpista têm dificuldade de controlar deputados e senadores, é daí que vem a necessidade de aprovar medidas como as propostas “contra a corrupção” do Ministério Público Federal, ou seja, estabelecer um regime de exceção que submeta deputados e senadores aos arbítrios do Judiciário e da operação Lava Jato.

Essa tentativa de intervenção no Congresso foram o estopim para a crise institucional que se abriu e que teve como marco o embate entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o STF.

A tudo isso soma-se a crise no próprio Executivo. As quedas de ministros e as denúncias contra figuras importantes do PMDB revelam a tentativa dos golpistas de controlarem o governo, o que significa também controlar a base do governo no Congresso. As eleições para a presidência das duas Casas será um terreno dessa disputa pelo controle do político do governo.

Em suma, o golpe atingiu uma enorme crise que se expressa entre as instituições e internamente a elas. Esse fato abre a possibilidade de uma intervenção mais decisiva de um movimento que coloque como perspectiva a derrota do golpe através da anulação do impeachment. É um caminho possível, mas principalmente é um caminho concreto para agrupar um movimento de luta para derrotar a direita golpista.


Causa Operaria

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