São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 20 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.290 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

JEFERSON MIOLA | Eleição no Congresso deve esperar abertura das delações da Odebrecht

Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

30 de Janeiro de 2017

A homologação dos acordos de delação dos funcionários da Odebrecht pela Presidente do STF é um passo importante para a continuidade da Lava Jato, porém insuficiente para a estabilidade do país.

Para que esse que é um dos capítulos mais aguardados da Lava Jato tenha conseqüência efetiva, é necessário que o procurador-geral, Rodrigo Janot, solicite urgentemente – e que o STF autorize também urgentemente – o fim do sigilo de cada uma das 77 delações.

A linha sucessória da presidência da república será definida no próximo dia 2 de fevereiro, quando ocorrem as eleições para os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.
A eleição para as presidências e mesas das casas legislativas de parlamentares denunciados nas delações, além de profundamente vergonhoso e desmoralizante para o país, será fonte de grave instabilidade política.

A Câmara e o Senado não podem, por isso, realizar as eleições internas até que o conteúdo das delações seja revelado, e que seja conhecida a situação de cada um dos candidatos às presidências e mesas do Congresso. Os deputados e senadores devem agir com sensatez política e responsabilidade pública, e suspender as eleições internas enquanto perdurar o sigilo dos depoimentos da Odebrecht.

É insustentável a ideia de um país comandado desde o Planalto, a Esplanada dos Ministérios e o Legislativo por personagens implicados em corrupção. Se isso ocorrer, o Brasil será reconhecido mundialmente como uma verdadeira cleptocracia sob a vigência de um regime de exceção.


Brasil 247

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