São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 23 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.226 - Visualizações: 17.977.957 - Postagens: 31.406

Novelões da Globo despencam em audiência na última década

Félix (Mateus Solano), de Amor à Vida, última trama acima de 35 pontos
(Fotos: Divulgação/Globo)
08/01/2016 - A média de audiência das novelas das 21h da Globo caiu bastante na última década. Em 2007, Páginas da Vida, de Manoel Carlos, registrou 47 pontos após 203 capítulos exibidos - acima dos 45 pontos desejáveis.

Nos últimos anos, o principal horário de dramaturgia da Globo teve várias produções abaixo dos 30 pontos. É o caso da atual, A Lei do Amor, estacionada em 25 pontos, apenas 2 de vantagem em relação à trama das 19h, Rock Story.

A meta atual de 35 pontos não é alcançada desde Amor à Vida, finalizada em janeiro de 2014. O último folhetim global a atingir 40 pontos foi A Favorita, no ar até o início de 2009.

A derradeira média de 50 pontos - improvável de ser repetida - pertence a Senhora do Destino, de 2004, próxima reprise do Vale a Pena Ver de Novo.

O crescimento da oferta de entretenimento explica essa queda significativa de telespectadores das novelas da Globo. Com altos e baixos, Record e SBT têm produzido resultados interessantes de audiência com suas produções.

Os canais da TV paga e os serviços de streaming disponibilizam menu variado de ficção, com destaque para as séries-sensação que mobilizam especialmente adolescentes e jovens - justamente o perfil menos interessado em acompanhar novela clássica.

Ver a 'novelinha de todo dia' deixou de ser a única opção na maioria dos lares brasileiros, como era na época da absoluta hegemonia da TV aberta em relação ao lazer das famílias.

Ainda que mais baixas, as audiências dessas tramas impressionam. A Lei do Amor, mesmo aquém da expectativa, é sintonizada todas as noites em 6 milhões de domicílios nas 15 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Ibope. Somente na Grande São Paulo, atrai 5 milhões de pessoas diante da TV.

1 comentários:

Gustavo Woltmann disse...

Acredito que isso tenha a ver com o fato de as pessoas mudarem os hábitos de entretenimento. Muitos optam pela internet, outros assistem filmes e séries via streaming.

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