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Luana Piovani também consideraria um “draminha” a agressão que sofreu do ex?



Por Mauro Donato | 06/02/2017

De biquíni, circulando pela cinematográfica residência, deixando à mostra a piscina, o imenso quintal gramado, uma respeitável área coberta de lazer que depreende-se ser o espaço da churrasqueira. Foi num cenário assim paradisíaco que Luana Piovani gravou um vídeo dissertando sobre a reação de Lula no velório de Dona Marisa Letícia.

“Gente, e o Lula falando que ela foi triste por causa de ser réu (sic) da Lava Jato e dos desdobramentos da Lava Jato? Ah pelamordedeus. E a gente? Como a gente fica com um país que não nos oferece coisa nenhuma, pelo contrário, só trata a gente mal?”, disse a atriz. Acredita-se que a piscina não seja de água aquecida. Este país realmente está tratando-a mal, não está dando oportunidades para Luana adquirir o aquecedor.

Desejando mostrar indignação, tudo o que a atriz conseguiu foi revelar uma insensibilidade assombrosa, digna dos comentários mais toscos que vêm sendo proferidos pelos pró-golpe:

“Muito indigno ele fazer draminha, se vitimizar”, afirmou ela. Vitimizar-se? Lula perdeu a esposa, a Galega companheira de uma vida. Alguém avisou Luana sobre isso?

Luana Piovani faz parte das sub-celebridades do quilate de Alexandre Frota que agora, munidos de celulares e aplicativos que proporcionam a postagem de ‘lives’, querem dar seu pitacos em política para mostrarem-se portadores de conteúdo, gente engajada, politizada, gladiadores da anti-corrupção. Então o que sai é isso aí.

A atriz é tão preparada e qualificada para dar seu recado sobre o tema assim como seria o ex-goleiro Bruno do Flamengo caso fosse convidado a comentar sobre a agressão que Luana Piovani sofreu do namorado e ator Dado Dolabella.

Em 2008 o casal protagonizou uma briga em uma boate. Luana foi estapeada e empurrada por Dado. Ela precisou imobilizar os dois braços em consequência das agressões. Em troca, processou Dado Dolabella que foi condenado a dois anos e nove meses de prisão, em regime aberto. O ator recorreu.

Se consultado sobre o ocorrido (algo que não lhe diz respeito tal como a morte de Dona Marisa para Luana), o ex-goleiro Bruno poderia ter antecipado sua pérola proferida dois anos depois, em 2010, sobre uma briga do colega Adriano com a namorada:

“Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher?”, sentenciou Bruno, que bem poderia ter completado com um “Está fazendo draminha, Luana, querendo se fazer de vítima. Afffe, pelamôr né?”.

A tristeza e preocupação de Dona Marisa eram evidentes desde que a operação Lava Jato teve início. Ela já havia relatado a pessoas de seu círculo mais íntimo o quanto estava chocada e abalada com a exposição envolvendo a família. Numa operação de busca e apreensão, disse que até a geladeira da casa havia sido revirada e que os iPads dos netos também tinham sido confiscados. Sua saúde então entrou em declínio psicossomático.

Para Luana Piovani e demais abilolados que posam de indignados, até prova em contrário todos os petistas são culpados e a morte de um deles deve ser comemorada com buzinaços. O viúvo estar triste é ‘draminha’.

Nunca me imaginei fazendo isso, mas irei parafrasear Eduardo Cunha na votação do impeachment de Dilma: “Que deus tenha misericórdia desta nação.”


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