São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 24 de abril de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.107 - Visitas: 15.367.611 - Postagens: 30.871

Centrais Sindicais convocam greve geral para 28 de abril

 Comunicado assinado pelos presidentes da CUT, Vagner Freitas, Força Sindical, Paulinho da Força, UGT, Ricardo Patah, CTB, Adílson Araújo, entre outras centrais, convoca "os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País"; "Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT", afirmam os líderes sindicais


27 DE MARÇO DE 2017

Centrais sindicais que normalmente estão em lados opostos se uniram nesta segunda-feira 27 para decidir a convocação de greve geral dos trabalhadores para o dia 28 de abril contra as reformas que vêm sendo impostas pelo governo Temer.

Um comunicado assinado pelos presidentes da CUT, Vagner Freitas, Força Sindical, Paulinho da Força, UGT, Ricardo Patah, CTB, Adílson Araújo, entre outras centrais, convoca "os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País".

"Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil", diz o texto. Confira a íntegra:

NOTA OFICIAL

São Paulo, 27 de março de 2017

Reunidos na tarde desta segunda-feira (27), na sede nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, os presidentes das centrais sindicais, dirigentes sindicais analisaram a grave situação política, social e econômica que o país atravessa e decidiram que:

Dia 28 de abril: Vamos parar o Brasil

As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.

Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.

São Paulo, 27 de março de 2017

Adilson Araújo
Presidente da CTB

Antonio Neto
Presidente da CSB

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah
Presidente da UGT

Vagner Freitas
Presidente da CUT

Edson Carneiro (Índio)
Secretário Geral Intersindical

Luiz Carlos Prates (Mancha)
Secretaria Nacional da CSP-Conlutas

Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira)
Presidente da CGTB


1 comentários:

Cícero disse...

O desgoverno Temer está levando o país a um estado de desgraça e escravidão das classes menos favorecidas. Com o Golpe de 2016, os usurpadores aprovaram projetos e propostas que representam um verdadeiro retrocesso para o país. Aprovaram o teto dos gastos que retira dinheiro da saúde e da educação por 20 anos; entregaram e continuam entregando nossos recursos e riquezas a preço de banana, vendendo a empresas francesas e norte-americanos, por valor irrisório, as áreas mais valiosas do pré-sal. Aprovaram o projeto de Terceirização, e pretendem aprovar a reforma da Previdência.

Com a Terceirização, revogaram por completo a CLT, suprimindo direitos e garantias da classe trabalhadora conquistados ao longo de vários séculos e à custa muita luta. A extinção da CLT sempre foi o desejo da classe patronal. A regulamentação das relações do trabalho incomoda, sobretudo, aqueles que ainda sonham com a volta da mão de obra escrava nos moldes do trabalho executado nos engenhos de açúcar (século XVI) e nas minas de ouro (século XVIII). O Temer acaba de revogar, extinguir por completo a CLT, para deixar ao arbítrio do patronato a palavra final sobre relações do trabalho. A prevalecer essa política perversa de supressão de direitos da classe trabalhadora, logo surgirão novos senhores de engenho com seus capitães do mato, de libantos, chibatas e ferro de marcar nas mãos.

E agora querem impor a todo custo uma reforma da Previdência, que é absolutamente imoral, abusiva e cruel, e que praticamente acabará com as chances de aposentaria para grande parte dos trabalhadores; e ao contrário do que alega o governo, não há déficit na previdência, e sim um superávit, segundo sustentam renomados economistas. Está claro que essa proposta de reforma da Previdência está sendo imposta para atender aos interesses do empresariado, em prejuízo da classe trabalhadora.

Paralelamente a tudo isso, instâncias do Judiciário passaram a fazer terra arrasada do parque industrial brasileiro. Nos últimos 2 anos, assistimos perplexos ao desmonte de nossas mais prósperas indústrias, desmonte esse, promovido principalmente pelo juiz tucano do Paraná. Vimos desabar as indústrias de construção civil, de engenharia, de óleo, de gás e a indústria naval; vimos ruir o projeto de energia nuclear brasileiro; vimos aumentar sobremaneira o desemprego.

Isso pra não falar da desastrosa atuação da PF na operação Carne Fraca, que debilitou o mercado de carne do país, causando um estrago gigantesco aos frigoríficos, estimado em R$ 61 milhões por dia, além do desemprego.
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Não podemos aceitar calados que o país continue governado por essa súcia de facínoras que aí está. Nós somos o povo, a força mais poderosa de uma República democrática. Dia 28, greve geral, vamos parar o Brasil em protesto a esse estado de canalhice, ladroeira e anarquia em que se encontra mergulhado o país.

Se não lutarmos pelos nossos direitos agora, amanhã poderá ser tarde demais. Os canalhas que aí estão (no Poder), movidos por suas ilimitadas ambições, tais quais vampiros insaciáveis, sugarão até a última gota do nosso sangue, dos nossos direitos, da nossa dignidade, dificultando nossa luta diária pela sobrevivência, destruindo nossos sonhos e solapando nossas esperanças. Que lutemos até o fim, até a vitória, se não por nós mesmos, ao menos pelos nosso filhos.

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