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Abusando da vitimização histérica, Aécio caminha para sua metamorfose em Fernando Holiday


Por Kiko Nogueira | 04/04/2017

Aécio Neves está nos últimos estágios de sua metamorfose em Fernando Holiday, numa versão pão de queijo do final de “A Mosca”.

O vereador Holiday, do MBL, em sua louca cavalgada, resolveu promover blitze nas escolas de São Paulo para, em sua palavras, “melhor conhecer a realidade” e “coibir qualquer tentativa de doutrinação que nossas crianças e adolescentes possam vir a sofrer”.

O Mauro Donato escreveu sobre o caso aqui. Holiday não tem mandato para dar geral como PM, mas isso é um detalhe para milicianos e sua cultura policialesca. O cidadão chegou ao cúmulo de, no pior estilo Gestapo, criar um email para dedos duros enquadrarem inimigos da doutrina.

Holiday tenta se manter à tona após a reportagem do BuzzFeed sobre a prática de caixa 2 em sua campanha. Reagiu de forma histérica, gravando depoimentos em que se vimitizava, alegando uma perseguição pelo fato de ser negro e gay.

Aécio não pode usar esse argumento, é branco e hetero, mas sua vitimização depois que foi traído pela Veja com uma denúncia é tão patética e indigna quanto a do amiguinho do Movimento Brasil Livre.

Depois de gravar um vídeo, ele ocupou a tribuna do Senado na tarde de terça, dia 4, para reafirmar, apoplético, que não tem conta em Nova York operada pela irmã para receber propina da Odebrecht.

O circo incluiu a participação de seus colegas de PSDB, que acorreram em sua defesa.

“Insisto mais uma vez, mostrem o banco, mostrem a conta e essa farsa ficará desmascarada de forma absolutamente definitiva”, falou.

“Os prejuízos pessoais e políticos são incalculáveis”. Bidu. A mesma “violência”, garante, poderá acontecer com outros parlamentares.  “O Brasil de hoje precisa de menos fogueiras e mais pontes”, pontuou o Nero que tocou fogo no país e nos atirou no incêndio.

Ocupou-se da adversária na eleição que ele nunca permitiu que terminasse e que foi retalhada por ele. “A senhora presidente afastada Dilma Rousseff, em um entrevista hoje à Folha de S.Paulo, tripudia no campo pessoal desse pesadelo kafkiano que minha família está enfrentando”, declarou.

“Ao fazer isso, ela legitima a covardia do vale-tudo, alimenta os monstros e abre ela a caixa de onde eles sairão fortalecidos para devorar na mesma irresponsabilidade o próximo da fila”.

Aécio é, ele mesmo, o próximo da fila e o seguinte depois desse. O primeiro a ser comido, o segundo e o terceiro. O campeão das delações, o homem que tentou governar o país sem voto, estrebucha em praça pública.

Em sua mitologia familiar, seu destino era virar Tancredo. Acabou transformado em Holiday, no Irajá, desesperado em busca de uma saída para a armadilha em que ele mesmo se meteu.


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