São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 18 de agosto de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.221 - Visualizações: 17.954.957 - Postagens: 31.406

Direita brasileira fez sua opção pelo fascismo


O que há em comum entre o "vai pra Curitiba" do prefeito João Doria contra um intelectual que o criticou, o racismo de Jair Bolsonaro durante uma palestra na Hebraica e a agressão do vereador Fernando Holiday a professores de escolas públicas? "São todas demonstrações da forma de agir que a direita brasileira escolheu e cujas características são a violência verbal (que sempre insinua que está a ponto de se transformar em violência física) e a tentativa de intimidação", diz o cientista político Luis Felipe Miguel, professor da Universidade de Brasília, em texto publicado nas redes sociais; ambiente de ódio instalado no País germinou as sementes do fascismo

5 DE ABRIL DE 2017

No último sábado, o cientista político André Singer, professor da Universidade de São Paulo, publicou uma crítica moderada ao prefeito João Doria, em sua coluna na Folha de S. Paulo. Um dia depois, Doria enviou uma carta à Folha, em que tentava desqualificar Singer pelo simples fato dele ter sido porta-voz do ex-presidente Lula. Sem argumentos, Doria terminou sua carta com um "vai para Curitiba", como quem diz "vai pra Auschwitz".

No domingo, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) fez uma palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, onde disse que filhos de quilombolas não servem nem para procriar, revoltando a comunidade judaica (leia aqui). Um dia depois, o vereador Fernando Holiday, do DEM, invadiu salas de aula de São Paulo e intimidou professores, acusando-os de fazer doutrinação ideológica – o que constrangeu até a prefeitura de João Doria (leia aqui).

Num texto publicado nesta manhã em seu Facebook, o cientista político Luis Felipe Miguel, professor da Universidade de Brasília, reuniu esses três fatos aparentemente isolados, mas que refletem o espírito dos dias atuais. "São todas demonstrações da forma de agir que a direita brasileira escolheu e cujas características são a violência verbal (que sempre insinua que está a ponto de se transformar em violência física) e a tentativa de intimidação", escreveu.

O fato é que o ambiente de ódio instalado no País nos últimos anos fez germinar as sementes do fascismo. E a direita tradicional acabou sendo substituída pelo que o colunista Reinaldo Azevedo, um dos precursores desse discurso de ódio, passou a chamar de direita xucra.

Com sua vulgaridade recente, Doria demonstra que decidiu correr na mesma raia de Bolsonaro. Como Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin estão implicados na Lava Jato, ele tentará se viabilizar como o candidato presidencial do PSDB tomando votos do ídolo da extrema direita brasileira.


1 comentários:

Manoel Oliveira disse...

ESSA GLEBA DE LADROES MOSTRADOS, E BOM QUE A IMPRENSA BATE ENCIMA DESSES TRASTOS ENIGMÁTICOS DE BANDIDOS, NUNCA SE FEZ NADA EM TERMOS DE POLITICA COM ESSE IMENSO MALUCO DESFAÇADO DE LADRÃO , PREFEITO DE SAO PAULO JOÃO DÓRIA, POSTO PELO LADRÃO DA MERENDA ESCOLAR DE SAO PAULO DENTRE MUITAS OUTRAS COISAS, GERALDO ALCKMIN, SIMPLESMENTE NÃO FAZ NADA, A CIDADE DE SAO PAULO ESTAR ACÉFALA, DO MESMO JEITO DE HA DÉCADAS, SUJA TODA ALAGADA SEM ESGOTO, E SUJA. E CONTINUAR A MORTANDADE DE PESSOAS SEQUESTROS MORTES DE TODAS AS FORMAS, MAS ESSE GRUPO CRIMINOSO CHAMADO O GLOBO E GLOBO NEWS E A FAMÍLIA MARINHO QUE SE ENCONTRA FALIDA DE MENTIRAS E ROUBOS E QUEM APOIA ESSE S CRIMINOSOS LADROES.A POLICIA FAMINTA E SEM CRÉDITOS MATANDO PESSOAS SEM QUE SE FAÇA NADA.

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