São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 23 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.293 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

ERIC NEPOMUCENO | A lista

Eric Nepomuceno é jornalista e escritor

14 de Abril de 2017

Bom, parece que não se fala de outra coisa: a lista. A lista que agora não é do Janot, é do ministro Fachin da Corte Suprema. Eu acho bom a gente ter muito claro que são nomes que serão investigados, não é? Quer dizer, por enquanto, ninguém é culpado. Agora, francamente, alguns nomes são divertidos. Porque são bandoleiros notórios e notáveis. Aqui no Rio a gente conhece muito bem Wellington Moreira Franco. O Brasil inteiro conhece Eliseu Padilha. Agora, tem gente que vamos ver o que acontece. Vamos ver o que prova e o que não prova. O que vai acontecer? De uma coisa todos nós podemos ter certeza: virão mais delações, mais nomes, mais denúncias e possivelmente mais investigações. Ou sobre os que já estão na lista do ministro Fachin ou vai saber.

Eu, particularmente, me diverti muito vendo na lista dois senadores. Um que se chama Cássio Cunha Lima que foi de uma virulência na defesa da moral e dos bons costumes contra a presidente Dilma, que aliás não é acusada de enriquecimento pessoal, nem de ter tido nenhum benefício direto. As campanhas, sim. E o outro, vejam vocês, Antonio Anastasia, aquela figura maneirada que com muita veemência de menino primeiro da classe acusava a presidente Dilma de ter cometido três crimes fiscais. Ou seja, ela teria assinado três suplementações de orçamento sem passar pelo Congresso. Esse camarada quando governou Minas fez 56 medidas iguais.

O camarada do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, esse Tribunal, nem deveria chamar Tribunal porque afinal é um órgão assessor do Congresso. Quem integra esse Tribunal? Os apadrinhados. Apadrinhados de quem? Dos senadores. Que senadores? Os que estão na lista. Curiosamente não há ninguém de Tribunal de primeira instância, segunda instância, quem dirá de instâncias superiores, anunciados. Todos anjos. Será?

Enfim, e as reformas do Michel Temer? Nessa quarta-feira o vice-presidente da Câmara, um camarada chamado Fábio Ramalho, do mesmo PMDB do Temer, só que de Minas Gerais, disse que se ele fosse o presidente tirava a reforma da Previdência da votação. Tira que não tem clima pra isso não.

O que vai acontecer? Não sei. Agora, coisa boa não vai ser não.

(originalmente publicado no Nocaute)


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