São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 27 de junho de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.169 - Visualizações: 16.810.098 - Postagens: 31.078

O aperto de mãos e sorriso estampado de Sérgio Moro a Michel Temer


Na cerimônia de comemoração pelo Dia do Exército, nesta quarta-feira, em Brasília, chamou atenção das câmeras o cumprimento animado entre Michel Temer e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Operação Lava Jato na primeira instância judicial; se deixar a presidência da República, Temer poderá ser julgado pelo magistrado de Curitiba pelas acusações no âmbito da operação, pois perderá a prerrogativa de foro privilegiado; para deixar o ar desconfortável para Temer, o comandante do Exército do Brasil, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, escolheu exatamente o tema corrupção em seu discurso; para ele, o País passa por uma "aguda crise moral"; praticamente todo os ministros do chamado núcleo duro do governo são citados nas delações de executivos da Odebrecht


19 DE ABRIL DE 2017

Na cerimônia de comemoração pelo Dia do Exército, nesta quarta-feira, em Brasília, chamou atenção das câmeras o cumprimento animado entre Michel Temer e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Operação Lava Jato na primeira instância judicial. Se deixar a presidência da República, Temer poderá ser julgado pelo magistrado de Curitiba pelas acusações no âmbito da operação, pois perderá a prerrogativa de foro privilegiado.

Para deixar o ar desconfortável para Temer, o comandante geral do Exército do Brasil, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, escolheu exatamente o tema corrupção em seu discurso. Para ele, o País passa por uma "aguda crise moral". Abaixo matéria da Agência Brasil.

Comandante do Exército fala em "aguda crise moral" por causa de corrupção

O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, diz que o Brasil vive uma "aguda crise moral" por causa dos "incontáveis escândalos de corrupção".

"A aguda crise moral expressa em incontáveis escândalos de corrupção nos compromete o futuro. A ineficiência nos retarda o crescimento. A ausência de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada, e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora", disse o comandante durante a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Militar, em Brasília.

A declaração foi feita durante evento comemorativo ao Dia do Exército (19) e quando foi entregue a Ordem do Mérito Militar a autoridades, entre elas o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na Justiça Federal. O presidente Michel Temer participou da cerimônia.

Segundo Villas Bôas, a atual crise "fere gravemente a alma da nossa gente", além de ameaçar a identidade nacional e o projeto de nação do país. "Interesses pessoais e corporativos estão sobrepostos ao interesse nacional", disse ao destacar que "não há atalhos fora da Constituição". "O país, seu povo e seu Exército não sucumbirão ao pessimismo e à desagregação", acrescentou.

A Ordem do Mérito Militar é destinada a civis, militares e estrangeiros que tenham prestado "notáveis serviços ao país" ou que tenham prestado "relevantes serviços" ao Exército, a organizações militares ou a instituições civis que tenham se tornado "credoras de homenagem especial" do Exército.


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