São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 23 de novembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.324 - Visualizações: 19.422.689 - Postagens: 32.192

Imprensa corrupta e vendida fará de tudo para salvar Michel Temer

 Dentro de vinte dias, recomeçará o julgamento de Michel Temer, no Tribunal Superior Eleitoral, com o voto do relator Herman Benjamin para que a chapa vencedora em 2014 seja cassada; se essa posição vier a prevalecer, Temer será afastado, como é o desejo de 85% dos brasileiros; no entanto, nesta terça-feira, o vazamento das fotos da colunista política do Estado de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, durante uma entrevista com Temer, já sinaliza qual será a postura da mídia familiar brasileira: blindagem total a Temer, que foi acusado por dois delatores da Odebrecht de presidir uma reunião em que se definiu uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB – acusação "que pegou" segundo admitiu o próprio Temer em entrevista a rádios do interior; antes de Eliane, o colunista político do Globo, Ricardo Noblat, já havia sido flagrado numa pose quase apaixonada diante de Temer; como definiu o jornalista Charles Nisz, o Brasil tem hoje "uma imprensa que fiscaliza o poder"


16 DE MAIO DE 2017

As elites brasileiras estão diante de uma oportunidade histórica. A partir de 6 de junho, recomeçará o julgamento de Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, com o voto do relator Herman Benjamin para que ele seja afastado.

Há dez dias, uma pesquisa Datafolha revelou que 85% dos brasileiros desejam o afastamento de Temer e a realização de eleições diretas, para que o País possa se reconciliar com a democracia, depois do vergonhoso golpe parlamentar de 2016 – um evento que, segundo a revista The Economist, tornou o Brasil mais frágil e que, segundo o Le Monde, provocou um ano terrível.

Cassar Temer seria também uma oportunidade para que a imprensa brasileira, que se tornou cúmplice do golpe de 2016, se reconciliasse com seus próprios leitores. No entanto, nada disso é provável. O vazamento das fotos da colunista Eliane Cantânhede, do jornal Estado de S. Paulo, durante uma entrevista com Michel Temer, indica que Temer e a mídia familiar brasileira são uma coisa só. Os Marinho, os Frias, os Mesquita e os Civita estão no poder – ainda que contra a maioria da população. É por isso mesmo que Eliane e Temer dão gargalhadas. Ela, por estar estar no poder; ele, por se saber protegido.

Antes de Eliane, outra imagem constrangedora havia sido captada durante uma entrevista do Roda Viva, em que Ricardo Noblat, colunista do Globo, lança um olhar quase apaixonado em direção a Temer. Noblat, certamente, não se preocupa com a propina de US$ 40 milhões direcionada ao PMDB, depois de uma reunião presidida por Temer, segundo delataram dois executivos da Odebrecht. O que diz o jornalista é que não haverá Justiça no Brasil enquanto a presidente legítima, Dilma Rousseff, não vier a ser punida por um email aparentemente fraudado por Mônica Moura, mulher de João Santana.

Como ironizou o jornalista Charles Nisz, o Brasil tem hoje "uma imprensa que fiscaliza o poder".


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