São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 24 de julho de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.196 - Visualizações: 17.632.987 - Postagens: 31.406

LAUREZ CERQUEIRA | Estão destruindo um dos bens mais valiosos de uma nação democrática: a Justiça

Autor, entre outros trabalhos, de Florestan Fernandes - vida e obra; Florestan Fernandes – um mestre radical; e O Outro Lado do Real

14 de Maio de 2017

Desde o início, a Lava-Jato, com sua parceria diabólica com a Rede Globo e outras organizações de comunicação, mirou o ex-presidente Lula e o PT, para quem sabe, um tiro fatal.

Isso ficou muito claro nessa reta final, com o despreparo demonstrado pelo juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, com a politização aberta e afrontosa contra o ex-presidente Lula.

São pessoas muito aquém das funções públicas que exercem, que parecem flertar com um reino absolutista, e não se dão conta da dimensão do significado da justiça, como valor, na construção da nação democrática.

O que se vê agora é o tiro saindo pela culatra. Ao se afastarem de suas funções públicas de juiz e investigador e assumirem o protagonismo político escancarado, estão vendo crescer rapidamente um sólido apoio popular ao ex-presidente Lula e ao PT, por ele estar sendo vítima de perseguição.


Isso já foi identificado em várias pesquisas de opinião, que registraram grande aumento do índice de eleitores que votariam espontaneamente no ex-presidente, para a Presidência da República, em 2018, e do crescimento de filiações ao Partido dos Trabalhadores.

Moro, Dallangnol, Janot, Gilmar Mendes e outros, estão se prestando ao serviço de tarefeiros da política dos setores mais retrógrados do país. Por isso, entrarão para a história pela porta dos fundos e ficarão na galeria dos brasileiros indignos de suas funções públicas.

O combate à corrupção jamais poderia ter se enveredado pela política e pela perseguição a adversários, como está acontecendo.

O Brasil está perdendo a oportunidade de promover o combate à corrupção com absoluta imparcialidade das autoridades competentes e de elevar os órgãos de fiscalização e controle, e o judiciário, ao topo institucional equiparando-os aos das grandes nações desenvolvidas.

Ao invés disso, se apequenaram, rebaixaram todos esses órgãos a níveis deploráveis, irresponsavelmente, ao negligenciarem, de forma estúpida, as garantias constitucionais e o estado democrático de direito.

Estão destruindo uma dos bens mais valiosos de uma nação democrática: a Justiça.


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