São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 14 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.345 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Racha na Vaza Jato: Sérgio Moro o ‘juiz poderoso’, virou ‘coração generoso’ o protetor de corruptos


27/05/2017 - O que os procuradores da lava-jato questionam é exatamente o fato de o próprio Moro reconhecer que houve crime, mandar Cláudia Cruz devolver R$ 650 mil e, ao mesmo tempo, inocentá-la como uma pessoa ‘ingênua’, ‘pura’, ‘incapaz’ de perceber que o dinheiro que lhe dava uma ótima vida era fruto de crimes de Eduardo Cunha.

A equipe de investigação do Ministério Público Federal que atua na lava-jato, tendo à frente o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, decidiu recorrer da surpreendente decisão do juiz Sérgio Moro que absolveu a jornalista Cláudia Cruz. Para Carlos Fernando, a sentença de Moro é ‘injustificável’ e não se sustenta sob os aspectos da lei e das provas colhidas contra a esposa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), condenado a 15 anos de prisão. Absolvição foi só um ‘ato de generosidade do coração’ do juiz, afirma o procurador. (Ver vídeo no final).

Como se vê, há um claro “racha” entre os que atuam na lava-jato. E Sérgio Moro passa de ‘juiz todo poderoso’ a carimbado de ‘parcial’, que “acoberta corruptos” de acordo com a ‘generosidades de suas batidas cardíacas de ocasião’. Em todo o país, muitos já denunciavam o ‘coração de pedra’ com que Moro sempre tratou o pessoal do PT e o ‘coração água com açúcar’ que usava em relação a outros acusados, como Aécio Neves (PSDB) ou Michel Temer (PMDB). Com o caso Cláudia Cruz, a coisa ficou mais explícita.

Apenas para relembrar, Cláudia Cruz, que já atuou na Globo, é acusada de lavagem de dinheiro e de se beneficiar de milionária conta no exterior oriunda de transações ilícitas de seu marido. Na sentença de absolvição, Moro reconhece que há crime na história, determina que Cláudia devolva cerca de R$ 650 mil de grana roubada… Mas a inocenta, sob o argumento de que ela ‘não agiu com dolo’, isto é, não teve intenção de prejudicar as finanças do país.

O que os procuradores da lava-jato questionam é exatamente o fato de o próprio Moro reconhecer que houve crime, mandar Cláudia Cruz devolver os R$ 650 mil e, ao mesmo tempo, inocentá-la como uma pessoa ‘ingênua’, ‘pura’, ‘incapaz’ de perceber que o dinheiro que lhe dava uma ótima vida era fruto de crimes de Eduardo Cunha. Muito estranha, de fato, a decisão.

Para contestar a sentença de Moro, Carlos Fernando destaca que a esposa de Eduardo Cunha é uma mulher madura, experiente e bem informada, até mesmo pela condição de jornalista que tem e de ter trabalhado durante anos na maior empresa de comunicação do país. Logo, conclui o procurador, é pífia a tese de que ela não agiu com má intenção, ou seja, com dolo. veja o diz o procurador. 
“A senhora Cláudia Cruz, jornalista, com nível cultural que ela tinha, tinha indicativos suficientes para ela saber, tinha conhecimento cultural suficiente para saber a origem desses recursos; então ao gastá-los ela cometeu o crime de lavagem; então portanto, nesse aspecto, o comportamento dela não é justificado e é criminoso; nós vamos recorrer e esperamos, como outros casos nós temos tido sucesso, que no tribunal haja reversão dessa absolvição”.


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