São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 12 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.343 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Áudios de sobreviventes relatam cenas de terror na chacina em mansão do Porto das Dunas



Sobreviventes contam que se rastejaram ou correram para fugir do ataque surpresa feito por dez homens


04/06/2017 - Áudios compartilhados via Whatsapp neste domingo (4) relatam as cenas de terror vividas pelos participantes de uma festa realizada em mansão da praia do Porto das Dunas, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, na noite deste sábado (3). Seis integrantes, todos homens, foram executados com tiros de pistola.

Nos quatro áudios, aparentemente dois homens comunicam a amigos o que havia acontecido durante a festa. Um mais nervoso e outro mais calmo dizem os nomes dos amigos que foram mortos e também daqueles que se salvaram.

Segundo os relatos, quase todos que estavam no gramado do jardim no momento da invasão foram assassinados. Quem se salvou precisou se rastejar pelo gramado, correr ou pular o muro da mansão. Os integrantes da festa que estavam na varanda também conseguiram se salvar.

“Eles foram atrás de ‘tudim’ e começaram a atirar. Eu saí rastejando pelo gramado. Pelo amor de Deus, liga para a Polícia”, fala um dos sobreviventes.

Cerca de 15 pessoas estavam presentes na festa, quando os homens encapuzados derrubaram o portão com dois carros e saíram atirando nos presentes, por volta das 22 horas deste sábado.

Os corpos das vítimas ficaram espalhados no gramado. Um dos mortos é Davi Saraiva Benigno, de 23 anos. Em 2015, ele havia sido preso em uma operação da Polícia Civil, suspeito de liderar uma quadrilha de tráfico de drogas sintéticas.

Os nomes dos outros mortos não foram confirmados até a manhã deste domingo (4). Segundo o Tribuna do Ceará apurou, eles seriam Nilo Barbosa de Souza Neto, Mateus de Matos Costa Monteiro, Fernando dos Anjos Rodrigues Júnior, Klisman Menezes Cavalcante e Edmilson Magalhães Neto (o Bola).

A casa, localizada na Rua Búzios, havia sido alugada por três dias. Segundo Leonardo Barreto, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, a festa marcava a comemoração pela libertação de um integrante de facção criminosa.

A Polícia Civil investiga a autoria do crime. Os investigadores acreditam que a chacina esteja relacionada a disputa pelo tráfico de drogas.


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