São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sábado 23 de setembro de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.256 - Visualizações: 18.447.852 - Postagens: 32.052

ALEX SOLNIK | Apagão totalitário de Eunício Oliveira mostra governo nas trevas

"Foi sintomático Eunício Oliveira, o Índio da Odebrecht, mandar desligar as luzes e os microfones do Senado quando algumas bravas senadoras ocuparam a mesa para impedir a votação da reforma anti trabalhista. Foi um ato falho do presidente do Senado. Ele mostrou como ele e seu grupo gostam de agir: no escurinho do Senado. Nas sombras. Nas trevas", diz o colunista Alex Solnik; para ele, "o apagão de Eunício encerra o apagão autoritário que tomou conta do Brasil desde o dia em que o grupo de Temer tomou o poder"; "Esse apagão é o fim da luz no fim do túnel, se é que havia alguma", constata


Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

11 de Julho de 2017

Foi sintomático Eunício Oliveira, o Índio da Odebrecht, mandar desligar as luzes e os microfones do Senado quando algumas bravas senadoras ocuparam a mesa para impedir a votação da reforma anti trabalhista.

Foi um ato falho do presidente do Senado.

Ele mostrou como ele e seu grupo gostam de agir: no escurinho do Senado.

Nas sombras.

Nas trevas.

O apagão de Eunício encerra o apagão autoritário que tomou conta do Brasil desde o dia em que o grupo de Temer tomou o poder.

Ele desligou os microfones para evitar que elas dissessem o que ele não gostaria de ouvir.

Eunício agiu como coronel do Nordeste.

Confundiu autoridade com autoritarismo.

Achou que era o dono do Senado e não apenas seu comandante por um curto e determinado período.

Esse apagão é o fim da luz no fim do túnel, se é que havia alguma.

Eunício obedeceu ao que estabelece uma velha anedota.

O último que sair apaga a luz.


0 comentários:

[ Deixe-nos seu Comentário ]