São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 12 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.343 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Marcos Valério entrega à PF contratos e aditivos com governo Aécio Neves que “sumiram” na CPI dos Correios


Em delação à Polícia Federal, Marcos Valério entregou os contratos e aditivos assinados por suas agências de publicidade com o primeiro governo Aécio Neves (PSDB) e que “desapareceram” na CPI dos Correios, cujos documentos eram  compartilhados com a CPI do Mensalão. Entre os membros desta, o então deputado federal tucano Ibrahim Abi-Ackel e sobre quem pesa a suspeita de ter dado sumiço nos documentos


Por Marco Aurélio Carone, especial para o Viomundo, e Conceição Lemes

26/07/2017

Depois de 12 anos, finalmente, em março de 2017, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deu andamento ao inquérito civil nº 0024.05.000060-3.

Curiosamente, só após a Polícia Federal (PF) começar a ouvir os depoimentos do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, preso desde 2012, e que acabaram gerando a proposta de delação premiada. Valério foi condenado a 37 anos e cinco meses de prisão por seu envolvimento no esquema do mensalão do PT.

Instaurado em 26 de junho de 2005, a partir de inquérito do Ministério Público Federal (MPF), ele investiga os contratos entre as empresas de Valério (agências de publicidade SMP&B  e DNA) e o governo de Minas de 1996 a 2006.

Apura, portanto, a legalidade dos contratos celebrados no primeiro governo do tucano Aécio Neves (2003-2006).

Os documentos investigados são os solicitados, em abril de 2006, ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pelo então procurador geral da República, Antônio Fernandes de Souza, por intermédio do ministro Joaquim Barbosa,  do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na época, a Polícia Federal solicitou uma perícia contábil-financeira no diretório estadual do PSDB mineiro.

Estranhamente, tanto o PGR Antônio Fernandes de Souza quanto o ministro Joaquim Barbosa negaram a demanda da PF.

A negativa do PGR está na última página do seu parecer, datado de 25 de abril de 2006, a Joaquim Barbosa, no qual reivindica os contratos entre as agências de Valério e o governo de Minas.


Leia a matéria completa em Viomundo

0 comentários:

[ Deixe-nos seu Comentário ]