São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sábado 23 de setembro de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.256 - Visualizações: 18.447.852 - Postagens: 32.052

“Nunca vi cabeça de bacalhau, enterro de anão e tucano preso” diz o experiente senador Roberto Requião


O experiente senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente nacional da Frente Ampla, em tempos de lava jato, afirmou que nunca viu cabeça de bacalhau, enterro de anão e tucano preso


2 de julho de 2017

“Nunca vi cabeça de bacalhau, enterro de anão e tucano preso. Sou extremamente cético quanto ao futuro da justiça no Brasil. Corporativismo.”, tuitou neste sábado (1°) o senador do PMDB.

Requião não é necessariamente favorável à prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), cujo pedido da PGR foi afastado pelo Supremo, mas sua opinião é um protesto contra o seletivismo da Justiça brasileira que virou instrumento de combate político contra o PT.

Ao dizer que é cético quanto ao futuro e criticar o corporativismo da Justiça, o parlamentar da Frente Ampla vê “escândalo” na lei aplicada seletivamente.

A mesma crítica tem o PT, que acusa a lava jato de perseguir filiados ao partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda a respeito da “Sexta-Feira Gorda” no STF, que liberou no mesmo dia o ex-deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Aécio para voltar ao Senado, Requião diz que os ministros da corte possibilitaram o direito de defesa, respeitaram o devido processo legal e o Estado de Direito.

“O problema, o erro”, assevera ele, “chama-se Michel Temer que está na presidência da República sem legitimidade para tal”.


1 comentários:

Cícero disse...

O ministro Marco Aurélio deveria, em respeito ao seu colega Fachin que afastou o Aécio, submeter o recurso ao plenário do STF, e não decidir sozinho, monocraticamente como fez. Se tivesse feito isso, se tivesse levado a decisão para o colegiado, muito provavelmente o STF teria mantido a decisão do ministro Fachin.

O ministro Marco Aurélio foi nomeado relator do recurso no mês de maio, há cerca de trinta dias, e durante esse período o ministro declarou à imprensa que iria remeter o recurso para apreciação pelo plenário do Supremo e que “JAMAIS RECONSIDERARIA A DECISÃO DO FACHIN”. Mas depois de segurar os autos durante trinta dias, Marco Aurélio se sobrepõe ao seu colega Fachin e, numa canetada kafkiana, no apagar das luzes das atividades daquela Corte, antes do recesso, revoga o afastamento do Aécio, mandando o tucano de volta ao seu ninho.

Eventual recurso do MPF contra essa decisão só será apreciado pelo Supremo depois do recesso, daqui a longos trinta dias. Até lá, o cenário político nacional já terá mudado, os EUA provavelmente já terão invadido a Coreia do Norte, Jesus Cristo já terá voltado para julgar os corruptos, e o Armagedon sobrevirá sobre a Terra. E antes que eu me esqueça, até lá, ou seja, depois do recesso, daqui a trinta dias, o senador Aécio Neves já terá articulado com o Gilmar Mendes (que salvou o Temer no TSE) para que sejam arquivados todos os demais inquéritos que tramitam no STF contra ele, legitimando-se assim para concorrer ao pleito presidencial de 2018.

Além de autorizar o retorno do senador Aécio, o ministro Marco Aurélio também o enalteceu com elogios desnecessários, como que debochando do povo brasileiro.

Uma decisão como essa, que livra o “mineirinho” das peias da lei, é uma prova clara de que a lei não existe para todos. É como se diz por aí: a Justiça no Brasil só pune preto, pobre, puta e os delcídios do amaral da vida.

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