São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 13 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.344 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Ceará tem maior geração de empregos do Nordeste


Serviços, agropecuária e comércio registraram maior número de contratações no mês de julho deste ano


11/08/2017

O Ceará gerou 1.871 postos de trabalho no mês de julho. Foi o melhor resultado do Nordeste e o quinto maior do Brasil. Na região, Maranhão (1.561) e Rio Grande do Norte (963), aparecem em segundo e terceiro lugares respectivamente. No País, o Estado fica atrás de São Paulo (+21.805), Mato Grosso ( 8.085), Goiás ( 4.745) e Amazonas ( 1.888). Os números constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em julho, o setor de serviços (1.388) puxou o segundo crescimento consecutivo do Ceará após os saldos negativos de março (-4.675), abril (-630) e maio (-2.940) deste ano. Em seguida aparece agropecuária, com 592 novas vagas, e comércio, com saldo positivo de 254 vagas. Já construção civil (-269) e indústria (-155) apresentaram retração de empregos.

O economista Alex Araújo explica que o resultado foi impactado pelas atividades ligadas ao turismo, como hospedagem e alimentação. “O mês de julho, para o Ceará, representa alta no turismo. Esse movimento é de sazonalidade. Houve contratações temporárias para atender a demanda”. Outro fator trata da conjuntura do mercado de trabalho. “A redução do desemprego começa a ser sentida, mas vai levar tempo para ter vigor. Não deixa de ser um resultado (a geração de empregos) comemorado”, avalia.

Para o segundo semestre, a tendência é que o nível de empregabilidade se mantenha. “O calendário de contratações temporárias, excetuando a sazonalidade de julho, começa entre agosto e setembro. O setor de serviços contrata, assim como o comércio, especialmente o subsetor calçadista e vestuário”, diz.

Indústria e a construção civil precisarão de mais tempo para se estabilizar. É o que afirma o economista Guilherme Muchale, da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). “O desequilíbrio vai permanecer por um período até que a indústria enxergue um aumento no nível da produção, em dois ou três trimestres, e volte a contratar”. No curto prazo, ele diz que o industrial prefere pagar horas extras e aumentar a carga horária. “Os custos de contratação e de demissão são altos. Esperamos que, em nível de trabalho, fechemos o ano próximo de 0%”. Contratações devem acontecer no primeiro semestre de 2018.

Brasil

O País registrou a abertura de 35,9 mil postos de trabalho no mês de julho. Foi o quarto mês consecutivo na geração de empregos formais. Na geração de empregos, destacaram-se indústria da transformação ( 12.594 vagas), comércio ( 10.156), serviços ( 7.714), agropecuária ( 7.055) e construção civil ( 724). É a primeira vez em 33 meses que construção civil tem desempenho positivo.


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