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CHICO VIGILANTE | As entranhas expostas da Lava Jato cheiram mal

Deputado distrital e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa do DF

27 de Agosto de 2017

A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, uma das mais sérias e bem informadas do país, expôs neste final de semana as entranhas mal cheirosas da Lava Jato.

Moro se defendeu contra-atacando e a acusou de fabricar matéria infundada. Contra Lula e o PT tudo pode. Contra Moro e sua força tarefa não, é sacrilégio.

Mônica publicou acusação do advogado Rodrigo Tacla Duran, investigado pela Lava Jato, contra o advogado Carlos Zucolotto Júnior - padrinho de casamento de Moro e sócio de sua mulher - de vender favores na Operação Lava Jato, como a redução de penas e multas.

Essa denúncia é de estarrecer o Brasil. Um núcleo contra a corrupção produzindo corrupção.


Tacla Duran disse a Mônica ter correspondências de Zucolotto que comprovariam a intermediação de vantagens.

Segundo a reportagem, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois e o dinheiro serviria para 'cuidar' das pessoas que o ajudariam na negociação.

O advogado padrinho de Moro é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça), informa a jornalista.

Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, tem cidadania espanhola, não foi extraditado ao Brasil, e escreve um livro com sua versão sobre o assunto.

Em nota a respeito Moro diz que não se deve dar valor à palavra de um acusado.

Em artigo o advogado Kakay cita dez razões que comprometem Moro neste caso.
Uma delas é que dar valor à palavra de acusados é exatamente o que Moro tem feito ao longo de toda a Operação Lava Jato.

Outra alegação de Kakay é que a afirmação de que dois procuradores da Lava Jato enviaram por e-mail uma proposta nos mesmos termos da que o advogado Zucolotto enviou a Tacla Duran seria certamente aceita como prova contundente da relação do advogado com a força tarefa.

O fato de Moro ter entrado em contato diretamente com Zucolatto, para enviar uma resposta à Folha, ou seja, combinar uma resposta à jornalista, seria interpretado também, segundo Kakay como obstrução de justiça, com razão suficiente para decretação de prisão preventiva.

A verdade é que no Brasil instalou-se um novo tempo de arbitrariedades e injustiças.

Sempre acompanhei com preocupação, o fato de Moro, conhecido por perseguir o PT e seus aliados, ser santificado no Brasil.

Condenou o Lula sem provas, baseado em relatos de testemunhas presas que muitas vezes delatam para conseguir a liberdade.

É chegado o momento dos que julgam arbitrariamente provarem de seu próprio veneno.


Passou da hora do Conselho Nacional de Justiça investigar este juiz porque ele não pode estar acima do bem e do mal, não pode estar acima da lei aqui na terra. Ele não é Deus.

Brasil 247

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